EDP Renováveis acelera 2% à boleia do acordo com a Engie

O PSI-20 encerrou com ganhos de 0,5%, em linha com a Europa. Os títulos do grupo EDP animaram o índice, com a EDPR a sobressair face ao acordo com a Engie para criar um líder mundial no eólico.

A bolsa nacional encerrou em alta, recuperando de três sessões negativas, animada pelo bom desempenho das ações do grupo EDP, mas sobretudo da EDP Renováveis. O PSI-20 somou em torno de 0,5%, com os títulos da empresa de energia verdes a dispararem no dia em que deu conta de um acordo com a Engie que visa criar um gigante mundial do setor eólico.

Na Europa, depois das fortes quedas registadas nas últimas sessões em resultado do agudizar da guerra comercial entre os EUA e a China, a sessão acabou por ser de recuperação. O Stoxx 600 avançou 0,5%, enquanto o PSI-20 valorizou 0,47%, para os 5.122,59 pontos, com 15 dos seus títulos em terreno positivo e dois em queda.

EDP Renováveis brilha em bolsa

As ações da empresa liderada por Manso Neto brilharam ao ganharem 1,98%, para os 8,76 euros, com os investidores a receberem com agrado o anúncio de uma parceria com a francesa Engie que visa criar um líder mundial no mercado de energias renováveis.

“Há um grande potencial na energia offshore“, afirmou o CEO da EDP, António Mexia, na assinatura do memorando de entendimento que cria a nova empresa, esta terça-feira em Londres. “Estamos aqui hoje porque é um movimento natural no mercado”, disse, lembrando que a EDP colabora atualmente em cinco projetos com a Engie.

A casa-mãe, EDP, acabou por também se destacar pela positiva, com as suas ações a acelerarem 1,02%, para os 3,263 euros.

Coube assim ao grupo EDP o maior peso no rumo positivo da praça lisboeta. Já a Mota-Engil foi a cotada a registar os ganhos mais dilatados do PSI-20: 3,83% para os 2,168 euros.

Nota positiva também para a Jerónimo Martins, cujos títulos somaram 1,72%, para os 13,32 euros. Mas também para o BCP que viu as suas ações ganharem 1,4%, para os 25,27 cêntimos.

Destaque negativo para a Nos. As ações da telecom foram as que mais perderam no PSI-20, com uma quebra de 0,76%, para os 5,84 euros.

(Notícia atualizada às 17h08 com mais informação)

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