Weidmann: Guerra comercial pode roubar 1% ao comércio mundial

O presidente do Bundesbank, presente nas reuniões do G20, apontou para 1% a potencial quebra no comércio global a médio prazo em resultado da guerra comercial entre EUA e China.

Os ministros das Finanças do G20 e os representantes dos bancos centrais reuniram-se este fim de semana no Japão, com a guerra comercial a ser o prato forte das discussões. Este domingo assumiram que as tensões comerciais e geopolíticas se “intensificaram”, colocando em risco a progressão da economia mundial. A médio prazo, poderá estar em causa 1% do comércio mundial em resultado da guerra comercial entre os EUA e a China, disse ainda o presidente do Bundesbank.

“O crescimento global parece estar a estabilizar e, em geral, está projetado que retome moderadamente ainda no final deste ano e em 2020”, disseram os líderes das Finanças do G20 num comunicado distribuído no encerramento das reuniões que decorreram em Fukuoka, no sul do Japão, citado pela Reuters. “No entanto, o crescimento permanece baixo e os riscos permanecem inclinados no sentido negativos. O mais importante, é que as tensões comerciais e geopolíticas se intensificaram”, alertaram os responsáveis, acrescentando que irão “continuar a lidar com estes riscos, e preparados para tomarem mais medidas“.

Durante os encontros que decorreram este fim de semana, Weidmann, presidente do banco central alemão, apontou em 1% o potencial de redução do comércio mundial, a médio prazo, em resultado da disputa comercial entre os EUA e a China.

“A economia está a sofrer muito com a incerteza”, justificou o presidente do Bundesbank já após o fim das reuniões do G20.

Outro dos temas que foi discutido nos encontros de ministros das Finanças e responsáveis dos bancos centrais foi a aplicação de taxas aos gigantes tecnológicos. Os líderes do G20 acordaram em criar um conjunto de regras comuns “até 2020” para colmatar as falhas que permitem que gigantes digitais como o Facebook e Google consigam reduzir a sua carga de impostos,

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