Lusiaves avança com construção de três novos aviários. Investe 18 milhões em Oleiros e Góis

  • Lusa
  • 16 Junho 2019

A Lusiaves, que se tinha comprometido em investir nas zonas afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande, já avançou com três novos aviários em Oleiros e Góis. O investimento é de 18 milhões de euros.

A Lusiaves tinha assumido um compromisso de investir nas zonas afetadas pelo grande incêndio de Pedrógão Grande.D.R.

Três unidades avícolas já estão a avançar em Oleiros e Góis, num investimento superior a 18 milhões de euros, informou o grupo Lusiaves, que mantém intenção de investir na zona afetada pelo incêndio de Pedrógão Grande.

A Lusiaves já arrancou com três novos investimentos, um em Oleiros e dois em Góis, concelhos afetados pelos grandes incêndios de 2017, num “valor global de investimento superior a 18 milhões de euros”, informou o grupo, em resposta escrita enviada à agência Lusa.

A empresa tinha também anunciado a intenção de construir unidades de produção nos três concelhos mais afetados pelo grande incêndio de 17 de junho de 2017 (Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos), mas, dois anos depois, ainda “não foi possível identificar terrenos livres de condicionantes, nem terrenos que os proprietários estivessem interessados a vender”.

Em agosto de 2017, a Lusiaves tinha anunciado a intenção de investir 64 milhões de euros nesses três concelhos do norte do distrito de Leiria, com a perspetiva de criar 300 postos de trabalho em unidades de produção de ovos para incubação e aves.

Em Góis, o grupo identificou dois terrenos para unidades de produção — uma propriedade da Câmara e outra de uma junta –, sendo que foram estabelecidos protocolos em relação aos mesmos e “já foram apresentados os respetivos estudos de impacte ambiental”. Neste concelho do distrito de Coimbra, a Lusiaves prevê um investimento superior a 11,5 milhões de euros e a criação de 65 postos de trabalho.

Em Oleiros, no distrito de Castelo Branco, o grupo pretende criar uma unidade de engorda de peru, num investimento superior a 6,5 milhões de euros, tendo já sido adquiridos os terrenos, estando neste momento a aguardar a emissão do parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro relativamente ao estudo de impacte ambiental apresentado, informou.

Na resposta enviada à Lusa, o grupo refere ainda que está “disponível para avaliar novas possibilidades de investimento no interior do país e tem estado em conversações, analisando algumas possibilidades noutros municípios, mas, até ao momento, nenhum deles com desenvolvimentos relevantes”.

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