“Presença do Estado aumenta confiança do mercado na TAP”, diz secretário de Estado

Alberto Souto de Miranda, Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, sublinhou que o Estado "não é mais um sleeping partner" dentro da companhia. É antes um parceiro interessado e cooperante.

Alberto Souto de Miranda, Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, sublinhou a importância da presença do Estado no capital da TAP para o sucesso da emissão de obrigações que a companhia aérea concluiu esta quarta-feira.

“A presença do Estado aumenta a confiança do mercado, o Estado não é mais um sleeping partner, é um parceiro interessado, cooperante e disposto a resolver todos os problemas que possam surgir na atividade da TAP”, apontou o Secretário de Estado de Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas. “É um momento importante para credibilizar a empresa no mercado de capitais.” A TAP pondera abrir parte do capital em bolsa no próximo ano.

O discurso do representante do acionista Estado no capital da transportadora aérea surgiu um pouco em contraciclo dos discursos proferidos tanto por David Neeleman, líder da Atlantic Gateway, detentora de 45% da TAP, como por Antonoaldo Neves, CEO da companhia, que viram nos resultados da emissão “sinais da confiança do mercado” na empresa e “na competência da equipa TAP”.

O CEO da transportadora realçou aliás, que a emissão de 200 milhões agora concluída foi “a primeira dívida da TAP emitida sem colateral associado”, prova “da confiança grande em como a TAP vai entregar no futuro”, sublinhou, comparando com a situação que a Atlantic Gateway encontrou na companhia aérea, repleta de “dívidas que eram garantidas pelo Estado”.

Independentemente dos discursos proferidos, certo é que com a recompra de parte do capital da TAP para mãos públicas, o Estado não só perdeu direitos económicos na empresa, como assumiu maiores responsabilidades pela capitalização e financiamento da empresa.

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