Debatido o estado da arte em Fintech & Insurtech

MetLife e Fintech Portugal reuniram especialistas do universo das fintech e insurtech para apurar o estado da arte e as dificuldades ao progresso que se estão a sentir

“Depois de tempos de corte de custos, redução de pessoal, paragem de investimentos, chegamos de novo a tempos de crescimento e para crescer é preciso diferenciar da concorrência, precisamos de inovação e inovação não é fácil”, disse Óscar Herencia, Diretor Geral da MetLife na Iberia e Vice-Presidente pelo Sul da Europa introduzindo o encontro realizado recentemente em Lisboa pela MetLife e pela Portugal Fintech que juntou vários especialistas e players financeiros para debater as novas oportunidades de negócio criadas pelo ecossistema Fintech & Insurtech.

Para além de Herencia, tiveram intervenção Nuno Costa, AVP e Diretor de Marketing Direct MetLife Iberia, João Freire de Andrade, cofundador Portugal Fintech, Miguel Quintas, Diretor Geral Parcela Já, Diogo Nesbitt, cofundador do Bankonnect e Rui Bairradas, CEO Doutor Finanças.

Óscar Herencia, nesse discurso de abertura, ditou o tom pautado pela inovação e pela necessidade de parcerias afirmando que “a inovação do ecossistema fintech e insurtech é crucial para o desenvolvimento da indústria de seguros de Vida”.

“Estamos à procura de soluções simples para problemas complexos no mundo dos seguros”, afirmou, por seu lado, Nuno Costa, AVP e Diretor de Marketing Direct MetLife Iberia. “Por essa razão, olhamos para este ecossistema numa lógica de parceria e não de concorrência, são empresas que nos podem complementar, a nível de desenvolvimento”. Costa lembrou as características destes novos tempos que exigem “velocidade, mentalidade, criatividade, atrevimento e coragem para arriscar”, reforçando que é muito importante ter “margem para errar” e revelando, como exemplo, a MetLife que “vai transformar os agentes criando o “uber” dos seguros, ferramenta para aumentar o negócio dos nossos mediadores que resultou de um concurso de ideias”.

João Freire de Andrade, cofundador Portugal Fintech, reforçou esta ideia: “se existe vontade, existe também um caminho; e esse caminho é o foco no cliente” Segundo João Andrade os obstáculos podem ser contornados e estão identificados. “A solução é trabalhar em conjunto, aliar a inovação do ecossistema Fintech & Insurtech ao know-how e experiência das empresas incumbentes, uma vez que nenhum destes dois polos pode percorrer individualmente este caminho para ser bem-sucedido”. João Freire de Andrade acrescentou ainda que “apesar de cada grupo de Startups enfrentar desafios totalmente diferentes, o foco no cliente é um denominador comum a todas. E os reguladores deram já passos importantes para facilitar esta sinergia, criando canais de comunicação que funcionam de forma eficaz e rápida”. Neste ponto salientou a concretização do Finlab, colaboração da Portugal Fintech com os três órgãos reguladores da atividade financeira: ASF, CMVM e Banco de Portugal.

Miguel Quintas, da Parcela Já, salientou que “a regulação é fundamental e o compliance obriga a vencer a desconfiança dos reguladores, dos clientes , mas não dos utilizadores”, que segundo o gestor, aderem com facilidade à inovação. Quintas revelou que a Parcela Já, que detém uma ferramenta que relaciona comércio e entidades financeiras facilitando o crédito ao consumo, já está em 220 lojas e estará em 450 até ao final do ano “mudámos a aprovação de crédito de 2 dias para 30 segundos”, diz.

A Bankconnect, produz uma ferramenta que também analisa pedidos de crédito “a resposta de um pedido para um seguro de crédito à habitação reduz-se de 2 meses para 1 hora”, garante Diogo Nesbitt. Para este empreendedor a regulação é o principal entrave à aplicação da tecnologia e afirma que “nos setores da banca e seguros há uma resistência natural à mudança, a mentalidade é pouco dinâmica para o espírito das start ups”, conclui.

Rui Bairrada, CEO da Dr. Finança, um site que oferece conteúdos para gerar leads comerciais, disse ser “difícil fazermos clientes novos, o país não é grande, temos de retê-los e só conseguindo criar mais valia através de parcerias o conseguimos” conclui o gestor da organização que recebe 4 a 5 mil pedidos de informação por mês, tratando em média 800 processos em cada dia.

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