PSD quer reduzir IRS a quem “ganha entre mil e dois mil euros por mês”

  • ECO
  • 7 Julho 2019

Joaquim Miranda Sarmento, porta-voz dos sociais-democratas para a área das Finanças, diz que classe média está "asfixiada" pela carga fiscal.

O PSD promete uma redução do IRS para quem tem rendimentos mensais entre os mil e os dois mil euros, adiantou o porta-voz do partido para a área das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que considera que a “classe média” está asfixiada pela atual carga fiscal em Portugal.

Os sociais-democratas apresentaram na semana passada o programa com o qual vão concorrer às legislativas de 6 de outubro. O PSD promete uma redução da carga fiscal para as empresas e também para as famílias. As medidas anunciadas esta sexta-feira pelo líder do PSD, Rui Rio, totalizam os 3,7 mil milhões de euros.

Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, aquele que é o “ministro sombra” de Rio para as Finanças detalhou um pouco mais as propostas dos sociais-democratas, nomeadamente no que diz respeito à baixa dos impostos para as famílias da classe média através da redução dos escalões intermédios. Isto “significará uma revisão dos escalões e das taxas de forma a desagravar o imposto (IRS) que é pago pelas famílias e pelas pessoas num determinado montante anual que depois iremos divulgar”, referiu Joaquim Sarmento.

Em termos práticos, será a classe média que beneficiará desta redução dos escalões de IRS? “Eu tenho sempre alguma dificuldade com esse conceito [classe média], mas estamos a falar das pessoas que ganham 1000/1500/2000 euros por mês e que, neste momento, estão asfixiadas pela carga fiscal não só em sede de IRS, mas em sede de todos os outros impostos que pagam”, explicou de seguida.

“Nós procuraremos aliviar um pouco essa carga fiscal, daí que o somatório das nossas medidas nos vários impostos, no IRS, no IRC, no IMI e no IVA, totalize no final dos quatro anos 1,5% do PIB ou seja, qualquer coisa como 3,7 mil milhões”, frisou.

Durante a apresentação do programa eleitoral, Rui Rio já tinha avançado com a promessa de baixar o IVA na eletricidade e no gás de 23% para 6%. No IMI, prevê a redução da taxa mínima de IMI de 0,3% para 0,25% e a eliminação do adicional do IMI, conhecido como o Imposto Mortágua.

Joaquim Sarmento explicou que a principal diferença entre o que propõe o PSD e o Governo está sobretudo no destino a dar ao “dividendo orçamental” que resulta do crescimento da economia. “O PS quer, com essa margem orçamental, aumentar a despesa corrente primária, portanto gastar mais na máquina do Estado, nós queremos sobretudo reduzir impostos. É essa a escolha que os portugueses terão de fazer.

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