Praias da Costa da Caparica vão fechar no verão. A culpa é do Tribunal de Contas

  • ECO
  • 12 Julho 2019

A obra de reposição dos níveis de areia nas praias da Costa da Caparica foi anunciada em maio, mas ainda não avançou por falta de aval do Tribunal de Contas.

É uma das zonas mais procuradas pelos residentes e turistas da Grande Lisboa, que este verão terão mais dificuldades para encontrar lugar para estender a toalha. Tudo porque as praias da Costa da Caparica, em Almada, vão estar encerradas de forma alternada durante o mês de agosto.

Em causa está o atraso na atribuição de visto por parte do Tribunal de Contas que ainda não autorizou a operação de enchimento do areal, numa obra avaliada em 6,3 milhões de euros, parte dos quais suportados por fundos comunitários, mas que só pode avançar com luz verde da instituição de fiscalização.

Ainda não é certo, mas os trabalhos só deverão avançar em agosto, em plena época balnear, escreve esta sexta-feira o Diário de Notícias (acesso condicionado). A reposição do nível do areal implica a colocação de um milhão de metros cúbicos de areia, que será retirada ao largo e transportada para terra através de um tubo que está colocado num barco, o que acabará por condicionar o acesso às praias por períodos de cerca de cinco dias.

O calendário das obras só será conhecido depois de haver resposta do Tribunal de Contas, mas o jornal avança que a praia do Tarquínio-Paraíso deverá estar encerrada entre 19 e 24 de agosto. Antes desta data será impossível o acesso às praias da Saúde e Nova.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelou em comunicado, publicado na sua página da internet, que o investimento total é de cerca de 5,8 milhões de euros, sendo esta intervenção financiada por fundos comunitários. O concurso para a intervenção foi lançado em março com um custo total de 6,3 milhões de euros, segundo nota da altura do Ministério do Ambiente, dos quais 4,1 milhões seriam suportados pela Agência Portuguesa do Ambiente, três milhões pelo fundo do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) e 2,2 milhões pela Administração do Porto de Lisboa.

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