Bancários avançam para a greve. Querem aumentos nos salários

Bancários preparam-se para protesto devido à intransigência dos bancos na revisão das condições salariais. Sindicatos já aprovaram utilização do fundo de greve para compensar associados.

Os sindicados bancários aprovaram a utilização do fundo de greve, que não é usado há 30 anos, para financiar o protesto dos trabalhadores no caso de os bancos continuarem “intransigentes” na revisão dos salários no setor.

Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) e Sindicato Independente da Banca (SIB) aprovaram a realização de uma greve, ainda sem data definida, “perante a recusa das instituições bancárias de aceitar as propostas de revisão do acordo coletivo de trabalho”. Também deram luz verde à utilização do fundo de greve para compensar os associados que adiram ao protesto.

“Este mandato de greve será apenas colocado em marcha caso as instituições de crédito se mantenham intransigentes no processo negocial de revisão para 2019 do acordo coletivo de trabalho do setor bancário, nomeadamente no que se refere à atualização das retribuições e das pensões, com efeitos retroativos, pelo menos, a janeiro de 2018”, diz um comunicado conjunto dos três sindicatos.

O SNQTB, SBN e SIB defendem que apresentaram “propostas razoáveis e justas de atualização de salários, pensões e demais cláusulas pecuniárias, às quais os bancos se opõem”. Num comunicado anterior, os três sindicatos revelaram que as instituições de crédito “só admitem aumentos de 0,75% para 2019”, face a um aumento de 2,2% proposto.

Esta decisão é anunciada na véspera de nova reunião negocial com os bancos, onde os sindicatos esperam “obter avanços decisivos”.

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