Fidelidade anima Proteção Vital do condutor

  • ECO Seguros
  • 29 Julho 2019

A seguradora reanimou a comunicação sobre a extensão de cobertura de proteção do condutor em caso de acidente automóvel. Este produto continua a ser de “laboratório”.

Um prémio médio é de 3 euros por mês, uma cobertura até 500 mil euros e a pessoa segura é o condutor que, em metade dos casos de acidente, se encontra desprotegido pelas coberturas de ocupantes de veículos e refém da burocracia e de longas demoras no caso de existirem responsabilidades de terceiros.

Esta foi a resposta da Fidelidade quando estimou que, em Portugal, apenas 30% dos condutores falecidos estão em missão ou em ida ou vinda do trabalho, logo cobertos por seguros de acidentes de trabalho. Com dados da ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, constatou que das vítimas mortais registadas por esta entidade 64% foram condutores, 17% ocupantes e 19% peões. Na mesma análise no que respeita a feridos graves 59% foram condutores, 20% ocupantes e 21% peões.

Assim, a Fidelidade concluiu que de cerca de 70% dos condutores que são vítimas de acidentes rodoviários, apenas 50% serão de qualquer forma indemnizados e, caso se avance para contencioso, o tempo médio de duração de um processo com danos corporais é superior a 1300 dias, mais de três anos.

Observando o lado da oferta de produtos no mercado, a Fidelidade verificou que geralmente disponibilizam capitais insuficientes em caso de acidente grave e são limitativos em termos de garantias, cobrindo morte ou invalidez permanente, despesas de tratamento e só em alguns casos despesas de funeral. Além disso, não garantem o acompanhamento clínico do condutor lesado.

A conceção de um produto para dar resposta aos condutores foi o caminho encontrado. Existia a oportunidade de criação de seguro do condutor, como seguro geral e obrigatório, de natureza indemnizatória, para garantir uma mais rápida e mais justa reparação dos danos pessoais sofridos pelo condutor. Esse novo produto devia permitir que o consumidor pudesse escolher a companhia, uma vez que seria essa seguradora a dar resposta imediata a um sinistro.

A Fidelidade lançou o produto e designou-o de Proteção Vital Condutor. Tinha como base de conceção ter capital elevado e oferecer maiores garantias face a outros produtos comparáveis. Havia que lhe acrescentar serviço, em primeiro lugar evitando esperas demasiado longas pela definição de responsabilidades e, depois, garantindo acompanhamento em todo o processo de reabilitação, com integração no Compromisso Wecare da seguradora.

O fator inovador teria de ser uma cobertura com garantia da reparação dos danos sofridos pelo condutor em condições equiparáveis às previstas para os outros ocupantes no âmbito do seguro de responsabilidade civil automóvel.

O produto agora relançado pela Fidelidade é uma extensão de cobertura a uma apólice automóvel. Custa em média 3 euros por mês e permite uma cobertura de 500 mil euros, por anuidade e por sinistro, que inclui numa primeira vertente, danos patrimoniais de riscos de morte, incapacidade permanente, apoio doméstico por terceira pessoa e assistência vitalícia. Numa segunda vertente cobre riscos de Morte, despesas hospitalares, médicas e medicamentos, despesas de funeral e incapacidade temporária absoluta. Por último, refira-se que ainda cobre adaptação do automóvel, residência ou posto de trabalho à incapacidade, afetação permanente física ou psíquica e incapacidade permanente absoluta de jovem.

Como base de sustentabilidade, a seguradora procura a dispersão do risco através de mais subscritores. Segundo dados da APS – Associação Portuguesa de Seguradores, no final de Março deste ano existiam em Portugal 6,612 milhões de veículos seguros, sendo o valor médio de cada apólice de 264,5 euros. O Seguro Proteção Vital de Fidelidade custa cerca de 36 euros por ano.

(Correção: Na versão inicial deste artigo foi escrito que o produto da Fidelidade era o único no mercado com estas características, quando na verdade existem mais seguradoras com ofertas semelhantes. Aos leitores e às empresas pedimos desculpa.)

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