BRANDS' PESSOAS Estará a sua empresa preparada para contratar um cidadão estrangeiro?

  • BRANDS' PESSOAS
  • 26 Agosto 2019

Inês Galvão, EY Manager, acredita que o apoio ao cidadão ajuda a dar-lhe motivação para um melhor desempenho e é, consequentemente, uma mais valia para a empresa.

Cumpre-se o lema “Um por todos e todos por um”

O fenómeno da globalização não se fez sentir apenas na economia e na política, mas, também, na procura e oferta de emprego a nível internacional, nomeadamente no que concerne a mão-de-obra qualificada. Seja através de familiares, amigos, conhecidos ou os mídia, somos confrontados, diariamente, com a contratação de cidadãos estrangeiros por períodos de longa duração, sem muitas vezes termos consciência do que efetivamente implica contratar um cidadão estrangeiro.

Nesta senda, também conceitos como short-term assignments, secondments ou job rotations, tornaram-se frequentes no nosso quotidiano, independentemente de estarmos a falar de países onde a circulação de pessoas é livre ou não.

Porém, nem sempre é facilmente percetível para as empresas contratantes o impacto que uma má gestão na contratação de cidadãos estrangeiros pode ter na sua performance e, consequentemente, na atividade da empresa. Este é um dado que pode, e deve, ser gerido de forma atenta.

 

Atualmente, a contratação de cidadãos estrangeiros não se resume simplesmente à definição das funções que devem ser exercidas, das condições remuneratórias aplicáveis e à assinatura do contrato de trabalho. Na realidade, cada vez mais, a contratação de cidadãos estrangeiros impõe, pelo menos, seguir alguns passos fundamentais:

(i) a prévia identificação da necessidade de vistos ou autorizações de trabalho ou residência e a sua duração (e prazos para eventuais prorrogações),

(ii) a prestação de informações referentes a impostos e contribuições que possam ter de ser liquidados no país de acolhimento e/ou no país de origem,

(iii) a possibilidade de os trabalhadores serem acompanhados pelos seus familiares e em que circunstâncias,

(iv) o alojamento ou condições de acomodação, temporária ou permanente, em nome próprio ou da empresa,

(v) a facilidade do uso de transportes públicos ou a necessidade de transportes privados,

(vi) informações sobre a realidade que se vai encontrar, gerindo as expectativas dos envolvidos,

(vii) os registos consulares ou outros que sejam compulsórios, entre outras situações.

E é, efetivamente, neste aspeto que a maioria das empresas, incluindo multinacionais, falham em não estarem preparadas para contratar um cidadão estrangeiro.

À primeira vista, seria de crer, numa perspectiva da entidade contratante, que que cabe ao próprio cidadão analisar previamente as condições necessárias para trabalhar no estrangeiro, principalmente tendo em consideração que as regras variam de país para país; contudo, é incontestável que o cidadão estrangeiro precisa de apoio ou de guidelines que facilitem esta transição. Este apoio por parte das empresas contratantes evitará que o trabalhador esteja, constantemente, preocupado em garantir o cumprimento de obrigações, ainda que pessoais, alheias às suas funções.

 

Esta preocupação é, também, relevante quando nos apercebemos que, hoje em dia, as empresas – no seu conceito lato sensu – devem ter, em harmonia com a prossecução do seu objectivo principal de obtenção de lucro, um papel essencial de responsabilidade social, o qual será tanto maior quanto melhor for o bem-estar dos seus trabalhadores.

Quanto mais apoio for garantido ao cidadão estrangeiro, maior é a probabilidade de este se focar no exercício das funções para as quais foi contratado, da qual é expectável que resulte uma mais-valia para a empresa, cumprindo-se, assim, o lema dos Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas: “Um por todos e todos por um”.

Não sendo obrigatório que as empresas integrem equipas especializadas de recursos humanos ou de mobilidade para a contratação de cidadãos estrangeiros, estas serão particularmente importantes se o volume de contratações ou a especificidade do país de acolhimento exigir conhecimentos e apoios locais específicos.

A globalização é cada vez mais uma realidade no quotidiano das empresas. Assim, é crucial, para o desenvolvimento eficaz da sua actividade, que as empresas tenham consciência da necessidade de orientar o cidadão estrangeiro, principalmente, embora não exclusivamente, numa fase inicial.

A diversidade e a inclusão passam, também, por aqui.

Estará a sua empresa preparada para contratar um cidadão estrangeiro?

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Estará a sua empresa preparada para contratar um cidadão estrangeiro?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião