BRANDS' PESSOAS Integração da vida profissional e pessoal, como?

  • BRANDS' PESSOAS
  • 2 Setembro 2019

Joana Gonçalves Rebelo, EY Manager, People Advisory Services, fala mais do que conciliar, como integrar vida profissional e pessoal.

A ideia de que a vida profissional e pessoal deve ser conciliada há muito tempo que existe, no entanto, o conceito evoluiu, e mais que conciliar o objetivo é integrar as duas facetas da vida.

Com o passar dos anos a vida pessoal e profissional é cada vez mais repleta de responsabilidades e dependências. Dar resposta a todas estas necessidades requer esforço e empenho, sendo particularmente propício a situações de stress e ansiedade quando a vida profissional e pessoal entram em conflito.

A ideia de que a vida profissional e pessoal deve ser conciliada há muito tempo que existe, no entanto, o conceito evoluiu, e mais que conciliar o objetivo é integrar as duas facetas da vida.

 

Uma alternativa à sequenciação da vida pessoal e profissional é tornar as barreiras entre os dois lados da vida mais ténues e conjugáveis em várias ocasiões ao longo do dia. Não havendo soluções únicas e que funcionam em todas as profissões e para todos os indivíduos, esta será uma alternativa que se favorável a todos aqueles que não se importam – e que podem! – Conjugar a vida pessoal e profissional. Assim, por exemplo, de manhã um colaborador poderia chegar por volta das 10h para poder acompanhar os filhos à escola, almoçar em 30 minutos, sair por volta das 17:30h, podendo concluir algumas tarefas depois do jantar. Ter a possibilidade de responder a tarefas pessoais durante as horas “normais” de trabalho e continuar as tarefas de trabalho fora do horário típico de trabalho, permite ao colaborador chegar a todas as demandas – com qualidade, de vida e de trabalho.

Esta evolução aconteceu naturalmente pois a separação absoluta das “duas vidas” torna-se cada vez mais difícil, não sendo possível em muitas ocasiões obter a total separação. “O termo equilíbrio entre a vida profissional e pessoal indica que é criada uma separação entre a vida e o trabalho, como se o trabalho não fosse parte da vida” (Afif, 2018). Naturalmente que sabemos que há profissões em que esta flexibilidade e sinergia não é possível, no entanto, há outras em que é passível serem adotadas políticas facilitadores destas novas formas de trabalhar.

Esta sinergia é potenciada pela adoção de ferramentas tecnológicas que permitem aos colaboradores trabalhar de forma remota. Reuniões virtuais, portais de trabalho colaborativo, realização de reuniões a partir do telefone, são alternativas para aproximar equipas que, podendo ou não estar fisicamente juntas, lhes permitem trabalhar de forma eficaz. Por outro lado, os colaboradores conseguem estar mais libertos para a sua vida pessoal mantendo o nível de compromisso profissional. “Nas últimas duas décadas, as barreiras entre a vida profissional e a vida fora do trabalho tornaram-se cada vez mais ténues. Computadores portáteis, smartphones e outras formas de comunicação móveis transformaram a forma como trabalhamos.” (Afif, 2018).

Aliadas à introdução de novas políticas e ferramentas, devem vir novas formas de trabalhar. Para os colaboradores a maior autonomia e flexibilidade implica também um rigor e autodisciplina no desenvolvimento do trabalho do dia-a-dia. Para os que gerem equipas, também um conjunto de competências diferenciadas são requeridas.

 

Em primeira mão o foco da gestão necessita, indiscutivelmente, de passar para uma gestão de objetivos e não de presenças no local de trabalho. Passando a valorização dos colaboradores pelo atingir de objetivos definidos em alternativa ao número de horas que passam no escritório.

Os objetivos podem ser atingidos em qualquer lugar e a qualquer hora, aumentando a liberdade dos trabalhadores, a sua flexibilidade e, consequentemente, o seu bem-estar e a sua motivação.

Em segundo lugar, aos gestores será exigido um conjunto de competências comportamentais e de gestão digitais que permitam gerir melhor.
Gerir equipas virtuais, liderar com propósito e de forma inspiradora, abraçar a disrupção, a criatividade, a inovação e o networking são exemplos dos novos requisitos da gestão.

Sabendo os que os millennials são orientados à vida pessoal, como indicado por Afif, 2018 “são orientados à família e, portanto, precisam ter um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal” e que a geração Z será ainda mais exigente, ir desde já capacitando a sua organização mostrar-se-á um investimento cuja capitalização será certa!

A sua organização está preparada para os desafios de enquadrar a vida profissional e pessoal?

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Integração da vida profissional e pessoal, como?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião