Hospitalidade nortenha atrai cada vez mais turistas ao Porto

O número de passageiros a aterrar no Aeroporto Sá Carneiro aumentou 9,1% no primeiro trimestre. Este crescimento é fruto do boom do turismo, ambiente business friendly e hospitalidade nortenha.

É oficial. O número de passageiros a aterrar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro não pára de aumentar. De acordo com boletim da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), todos os aeroportos receberam mais passageiros no primeiro trimestre de 2019 em relação ao período homólogo e o Aeroporto Sá Carneiro não foi exceção. Recebeu 2.598.393 de passageiros em comparação aos 2.381.206 recebidos no primeiro trimestre de 2018, um crescimento de 9,1%.

O aumento do número de passageiros a aterrar na Invicta é fruto do destaque internacional que o Porto tem tido nos últimos tempos, ora não fosse o Porto considerado o melhor destino europeu. O boom do turismo, a qualidade de vida, o tempo, a hospitalidade e o ambiente business friendly são fatores que fazem do Porto um destino cada vez mais atrativo.

“O Porto é sem dúvida cada vez mais um destino muito procurado por turistas estrangeiros de todas as idades e de todos os cantos do mundo. A reputação da hospitalidade portuguesa é excelente, ao nível do acolhimento geral, clima, comida e crescente oferta de qualidade ao nível de hotelaria e de atividades de lazer com um cunho tipicamente Português. A excelência no acolhimento e tipicidade do norte de Portugal (não apenas o Porto mas também da região do Douro, Braga, Guimarães e arredores) são sobejamente conhecidos e divulgados além-fronteiras, destaca David Quito, country manager da Emirates.

Segundo dados oficiais da TAP, entre 2017 e 2018, a companhia registou um aumento de 20% de passageiros transportados, ultrapassando pela primeira vez a marca dos dois milhões.

“A TAP tem aumentado o número de lugares disponíveis nos voos de e para o Porto. As perspetivas são igualmente positivas para este ano de 2019”, destaca a companhia em declarações ao ECO. Entre janeiro e julho deste ano, o aumento do número de passageiros foi de 11%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundos dados oficiais da TAP, entre este período os principais mercados emissores de viagens com destino ao Porto foram o Brasil (16%), os Estados Unidos (10%) e a França (8%).

A Emirates é o ponto de ligação direto entre o norte de Portugal e a Ásia. Segundo David Quito, a nova rota Porto-Dubai “está a ser um sucesso absoluto e comprovou-se como uma mais-valia”. A companhia, que começou a operar no Sá Carneiro em julho, diz que são os japoneses, árabes, chineses, sul-coreanos, indianos, australianos e neozelandeses as nacionalidades que mais procuram a Emirates para viajar para a Invicta. Segundo o country manager da empresa “o número de passageiros está a crescer significativamente, tanto ao nível do lazer como dos negócios”.

A adesão foi um sucesso absoluto. O lançamento da rota Porto – Dubai veio corroborar o desejo do tráfego turístico oriundo do Médio e Extremo Oriente e também da Oceânia de conhecer o Norte de Portugal e Galiza.

David Quito

Country manager da Emirates

TAP aposta em novas rotas no Aeroporto Sá Carneiro

No próximo ano a TAP vai rever a sua oferta a partir do Porto. Se por um lado, suspende as ligações desde a Invicta para Barcelona e Lyon, alegando que são rotas “com ampla oferta da concorrência”, por outro propõe-se apostar na “novíssima ponte aérea entre Porto e Madrid”. Esta ligação vai contar com seis frequências diárias, o que representa o dobro da oferta atual.

A acrescentar à nova ponte aérea de Madrid a companhia aumenta as ligações entre o Porto e o Funchal com mais um voo diário, passa a voar diariamente do Porto-Newark (EWR) e lança a quarta frequência semanal entre Porto-São Paulo.

Com estes ajustes, a TAP aumenta ligeiramente as frequências no Porto em 2020 e assegura o espaço reconquistado nos últimos dois anos, diz fonte oficial da empresa. Já a Emirates, que começou a voar para o norte apenas há dois meses, diz ao ECO que face ao sucesso na nova rota Porto – Dubai, vai voltar a reforçar a tripulação de cabine em setembro na cidade de Lisboa e Faro.

Unidades hoteleiras no Porto em crescimento

Segundo dados facultados pela Turismo do Porto e Norte de Portugal, em 2017 o Porto oferecia 165 estabelecimentos hoteleiros e em 2018 esse número aumentou para 215, um crescimento superior a 30%. Isto significa que a cidade do Porto tem uma oferta de quartos e de camas em número superior ao número médio de quartos e de camas na Área Metropolitana do Porto. Os hotéis de três, quatro e cinco estrelas, representam 69,4% da quota total, sendo os hotéis de quatro estrelas a escolha mais predominante, no ano de 2018. Face a este crescimento a Câmara Municipal do Porto já anunciou a proibição de novos registos de Alojamento Local em zonas de “contenção”.

Mais que o turismo a cidade do Porto tem vindo a destacar-se pelo ambiente business friendly que oferece. Cada vez mais investidores estrangeiros investem no norte de Portugal. David Quito concorda e salienta que o “Porto tem vindo a cimentar-se como um destino de negócios, sobretudo de tráfego oriundo da Ásia e Médio Oriente”.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Hospitalidade nortenha atrai cada vez mais turistas ao Porto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião