Kristalina Georgieva sozinha na corrida à liderança do FMI

  • Lusa
  • 9 Setembro 2019

Terminado o prazo de candidaturas para o cargo de diretor-geral do FMI, só a búlgara apresentou o seu nome, depois de ser a escolhida pelos ministros europeus numa corrida muito contestada.

A búlgara Kristalina Georgieva é a única candidata à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de ter terminado na passada sexta-feira o prazo limite para a apresentação de candidaturas. A búlgara foi a escolhida pelos ministros das Finanças europeus, depois de uma corrida conturbada e que teve entre os candidatos (até pouco antes de se iniciar a votação) o ministro das Finanças português, Mário Centeno.

A responsável encontra-se, assim, numa boa posição para substituir Christine Lagarde, que está a caminho do Banco Central Europeu, segundo um comunicado do FMI.

“O período de apresentação das candidaturas para diretor-geral terminou no dia 06 de setembro. Uma candidata, Kristalina Georgieva, atualmente diretora geral do Banco Mundial e de nacionalidade búlgara confirmou a sua vontade de ser candidata”, segundo o mesmo comunicado.

O Conselho de Administração da instituição vai agora realizar reuniões com a candidata, para uma nomeação que deverá estar concluída até ao dia 04 de outubro.

No dia 06 de setembro foi levantado o último obstáculo a Georgieva, que tem 66 anos, com a alteração dos estatutos do FMI no que se refere à idade dos candidatos.

“Desde 1951, o regulamento geral do FMI proibia a nomeação de um candidato com 65 anos, ou mais, para o cargo de diretor-geral, e não permitia ao titular desempenhar as suas funções além dos 70 anos”, lembrou o FMI em comunicado, nesse dia.

No passado dia 02 de agosto, a União Europeia indicou, por sua vez, que Georgieva era a sua aposta para a liderança do Fundo.

Os Estados-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre o candidato a ser o próximo diretor-geral do FMI. Estas são notícias excelentes. Saúdo o sentido de dever dos ministros das Finanças. Uma vez que todos os candidatos eram altamente qualificados, era evidente que o processo de seleção tinha de ser aprofundado. Kristalina Georgieva é agora a candidata dos países europeus e todos apoiaremos a sua candidatura”, anunciou, nessa altura, Bruno Le Maire, ministro das Finanças francês.

O governante salientou que, como diretora-geral do Banco Mundial e antiga vice-presidente da Comissão Europeia, a economista búlgara tem “todas as competências, experiência e credibilidade internacional” para suceder a Christine Lagarde e liderar “com sucesso” a instituição.

“Ela proporcionará [ao FMI] uma experiência europeia única e conhecimento em temas de desenvolvimento”, completou aquele que foi o coordenador do processo de escolha do candidato da UE.

A formalização da designação de Kristalina Georgieva como candidata europeia acontece depois de o outro finalista na votação, o holandês Jeroen Dijsselbloem, ter reconhecido a derrota e abdicado da disputa, após nenhum dos dois ter alcançado uma maioria qualificada de apoio entre os Estados-membros.

Desde a sua criação, em 1944, o FMI foi sempre dirigido por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

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