Um professor para 13 alunos. É assim no ensino primário em Portugal

No ensino primário, Portugal é o 11.º país da UE com o rácio de aluno por professor mais baixo. O pódio pertence ao Luxemburgo, Grécia e Lituânia, que não ultrapassam os onze estudantes por docente.

Em 2017, no primeiro ciclo do ensino básico — que vai do primeiro ao quarto ano –, havia 29,3 milhões de alunos e 2,2 milhões de professores nos Estados-membros da União Europeia (UE). Em Portugal, este grau de ensino distribuiu, em média, 13 alunos por cada professor. O rácio é mais baixo do que o registado no conjunto dos Estados-membros da União Europeia (UE), onde um docente está encarregue de um conjunto de 15 estudantes.

Segundo os dados publicados esta quarta-feira pelo Eurostat, Portugal é, assim, o 11.º país da UE com o rácio mais baixo. Mas, com rácios melhores estão o Luxemburgo e a Grécia, onde cada professor tem a seu cargo apenas nove estudantes. Segue-se a Lituânia, com um rácio de onze alunos por professor.

Já no lado oposto, com maior número de estudantes por cada docente, está a França, a Roménia e a República Checa. No ensino primário francês, há, em média, 20 pupilos por cada docente, enquanto os ensinos primários romeno e checo contam com 19 alunos por professor.

O gabinete de estatísticas da União Europeia salienta, ainda, que o rácio entre aluno e professor é calculado dividindo o número de professores a tempo inteiro de ensino primário e o número de alunos. “A proporção não deve ser confundida com o tamanho médio das turmas”, lê-se na publicação.

E depois do primeiro ciclo?

Após o quarto ano de escolaridade, o rácio entre professor e aluno em Portugal tende a melhorar. Entre o quinto e o nono ano, os docentes têm a seu cargo cerca de dez estudantes. E, nesta fase de ensino, a medalha de ouro vai para a Eslovénia, onde cada professor tem a seu cargo apenas seis alunos.

Já no ensino secundário português, cada professor está encarregue de um total de nove alunos. Lituânia e Malta são os Estados-membros que apresentam o rácio mais baixo. Nestes países, há oito estudantes por cada professor.

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