Dos nomeados às novas categorias. Tudo o que vai acontecer nos IRGAwards deste ano

A 32.ª edição dos prémios IRGAwards será já a 19 de setembro, no Convento do Beato, em Lisboa. Saiba quem são os nomeados e quais os novos prémios a atribuir.

Está a chegar mais uma edição dos Investor Relations & Governance Awards, também conhecidos como prémios IRGAwards. Esta será já a 32.ª vez que a Deloitte vai distinguir o que de melhor se faz no mercado financeiro e empresarial português. O objetivo é premiar os melhores desempenhos e, ao mesmo tempo, reforçar as políticas e atitudes de transparência e qualidade nas relações com os investidores.

Sob o tema “The Symphonic Leadership”, o economista Vítor Bento, presidente do júri, explica que “a orquestra e a sinfonia são dois bons exemplos de utilização metafórica daquilo que são os desafios da gestão, onde se requer a harmonia dos participantes, a capacidade dos participantes para coordenarem as diversas valências e onde é preciso responder aos desafios com os vários ritmos, os vários tempos”.

“Por vezes, há momentos de grande tranquilidade, momentos de sucesso onde há muita alegria. Noutras vezes há momentos muito desafiantes, quando as coisas estão complicadas e onde há uma agitação muito grande”, acrescenta o economista.

A gala de entrega de prémios da 32.ª edição dos IRGAwards terá lugar no próximo dia 19 de setembro, no Convento do Beato, em Lisboa. Na cerimónia, serão premiadas as personalidades e empresas que mais se destacaram em 2018. E os nomeados já são conhecidos.

Não há três, mas cinco nomeados para melhor CEO

A concorrer para o prémio de melhor CEO em Investor Relations estão, à semelhança do ano passado, Carlos Gomes da Silva (Galp Energia) — que, aliás, foi o vencedor desta categoria — e António Rios de Amorim (Corticeira Amorim). A estes junta-se António Mexia (EDP), Miguel Maya (BCP) e Pedro Soares dos Santos (Jerónimo Martins).

Já na lista de possíveis vencedores à distinção de melhor CFO em Investor Relations faz parte Cristina Rios de Amorim (Corticeira Amorim), Filipe Crisóstomo Silva (Galp Energia), Miguel Bragança (BCP) e Miguel Stilwell d’Andrade (EDP). Em relação aos nomeados da edição de 2018, apenas Miguel Bragança prevalece.

Finalmente, para receber o prémio Investor Relations Officer estão, mais uma vez, a concurso Cláudia Falcão (Jerónimo Martins), Miguel Viana (EDP) e Rui Coimbra (BCP). Ana Negrais de Matos (Corticeira Amorim) junta-se este ano aos potenciais vencedores.

É como no futebol: o facto de uma equipa ganhar o campeonato num ano, não significa que se espere que venha a ganhar os campeonatos todos. Já aconteceu equipas ganharem um campeonato e descerem de divisão, mas isso não tira o mérito de terem conquistado o campeonato no ano em que ganharam.

Vítor Bento

Economista e presidente do júri dos IRGA

Vítor Bento clarifica, contudo, que estes prémios não são uma “avaliação da personalidade das pessoas”, nem uma “avaliação para a vida”. São, pelo contrário, “uma avaliação de um desempenho num determinado período de tempo”. “É como no futebol: o facto de uma equipa ganhar o campeonato num ano, não significa que se espere que venha a ganhar os campeonatos todos. Já aconteceu equipas ganharem um campeonato e descerem de divisão, mas isso não tira o mérito de terem conquistado o campeonato no ano em que ganharam”, afirma.

As novidades chegam em forma de novas categorias

A edição dos prémios IRGA traz algumas novidades. Entre elas está a introdução de três novas categorias: Governance Initiative Award, Trasformation Award e Lifetime Achievement Award. As duas primeiras estiveram abertas a concurso, sendo que as empresas puderam candidatar-se aos prémios até ao dia 31 de maio.

Enquanto o Governance Initiative Award vai distinguir projetos com impacto significativo na melhoria de condições do governo societário ou do mercado, o Transformation Award premeia projetos cujo desenvolvimento desencadeou a transformação da atividade ou do negócio.

Já o vencedor da categoria Market Development Award — que visa reconhecer as iniciativas com impacto significativo no desenvolvimento do mercado de capitais — sairá através de deliberação direta do júri, tal como já acontecia com o prémio de Lifetime Achievement.

E, se estas categorias, são adicionadas, há uma que deixa de fazer parte dos prémios. Depois de, no ano passado, ter distinguido o grupo Vila Galé, nesta edição, o prémio de Golden Company não será atribuído.

Um breve resumo do ano passado. Gomes da Silva foi o melhor CEO

Depois de mais de 30 galas, muitas personalidades e empresas já subiram ao palco para receber o prémio e, alguns, vão deixando conselhos e dicas sobre como atingir o sucesso.

O presidente do grupo hoteleiro, Jorge Rebelo de Almeida, revelou, no momento em que recebeu a distinção, o segredo do sucesso que garantiu ao Vila Galé este prémio. “O segredo é simples. Trabalhar muito, com gozo. Com vontade de fazer coisas”, afirmou em palco. “O setor está bom e recomenda-se. Vamos ver se não o estragamos. Mas não é o salvador da Pátria”, rematou.

"O segredo é simples. Trabalhar muito, com gozo. Com vontade de fazer coisas.”

Jorge Rebelo de Almeida

Presidente do grupo Vila Galé

Carlos Gomes da Silva, presidente executivo da Galp Energia, arrebatou o prémio de melhor CEO nas relações com os investidores. E, além deste, a petrolífera venceu também na categoria de melhor departamento de relações com investidores. Na altura, o CEO da empresa disse que “a Galp Energia tem vindo a internacionalizar o seu negócio, mas também a diversificar a sua base de investidores”.

O prémio de melhor CFO, por sua vez, foi entregue a Ângelo Paupério, da Sonae, que agradeceu o “reconhecimento” e dirigi-o à “extraordinária equipa da Sonae a quem cabem os méritos”.

No ano passado, os prémios IRGA foram atribuídos a 20 setembro.Paula Nunes / ECO

O júri homenageou, ainda, o empresário Pedro Queiroz Pereira, com o prémio Lifetime Achievement em Mercados Financeiros. “Discreto, humilde, conhecedor dos seus limites, trabalhador (…) tornou-se num dos maiores e bem-sucedidos gestores portugueses. Separou a família da gestão das empresas. (…) Criou valor para o país que amava. Dinamizou a economia nacional, contribuiu para o crescimento económico e para a criação emprego. Ajudou a desenvolver dos mercados de capitas”, justificou Vítor Bento na atribuição deste galardão a título póstumo.

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