IRGA: Nabeiro premiado pela carreira, Amado é o melhor CEO

  • ECO
  • 19 Setembro 2017

Rui Nabeiro venceu o grande prémio nos Investor Relations & Governace Awards (IRGA), da Deloitte. Nuno Amado, do BCP, foi distinguido como o melhor CEO. O melhor CFO é da EDP.

Rui Nabeiro venceu o grande prémio nos Investor Relations & Governace Awards (IRGA). O fundador da Delta foi distinguido com o prémio lifetime achievement, que reconhece uma carreira de trabalho à frente da empresa de cafés de Campo Maior. Os prémios da Deloitte para melhor CEO e CFO do ano foram atribuídos a Nuno Amado, do BCP, e a Nuno Alves, da Energias de Portugal.

“Nasci numa terra do interior. Mas também fui bafejado pela sorte por causa da fronteira com Espanha. Tive uma lição de trabalho e uma lição de amor. E é essa a mensagem que quero transmitir. A minha mensagem é de amor e carinho. O meu dia-a-dia é a pensar nos outros”, referiu Rui Nabeiro, emocionado. “[Esta distinção] fica ligada à minha alma e coração”.

Pelo 30.º ano consecutivo, a consultora Deloitte distinguiu empresas e profissionais por boas práticas de governo, com o objetivo de “promover a transparência e distinguir a excelência”. Enquanto Rui Nabeiro venceu o prémio de carreira, o presidente executivo do BCP foi distinguido pelo seu trabalho na liderança executiva do maior banco privado português.

“É com enorme prazer que recebo esta distinção, mas também com enorme responsabilidade de continuar este processo complexo e difícil de mantermos e desenvolvermos um banco privado de base portuguesa”, disse Amado. O CEO do BCP acrescentou: “quero agradecer a confiança dos clientes e o apoio dos acionistas, mas também o trabalho dos nossos colaboradores”.

No ano passado, Francisco Lacerda e André Gorjão Costa, ambos da comissão executiva dos CTT, foram os vencedores das categorias de melhor CEO em investor relations e melhor CFO em investor relations, respetivamente. Este ano, enquanto o BCP venceu na categoria de CEO, o prémio para melhor CFO foi para Nuno Alves, da EDP.

“Foi uma surpresa. Muito obrigado por mais uma vez me atribuírem este prémio. É um prémio que partilho com António Mexia e com a equipa de investor relations. É um prémio que reflete o trabalho do dia-a-dia”, referiu Nuno Alves numa cerimónia que aconteceu no Convento do Beato, em Lisboa. “A EDP tem orgulho de estar no top 10 nos investor relations entre as 500 maiores empresas do mundo”, acrescentou.

Conheça todos os vencedores:

Melhor CEO em investor relations:
Nuno Amado, BCP

Melhor CFO em investor relations:
Nuno Alves, EDP

Melhor investor relations officer:
Cláudia Falcão, Jerónimo Martins

Melhor relatório e contas do setor financeiro:
José Pena do Amaral, BPI e Nuno Amado, BCP

Melhor relatório e contas do setor não financeiro:
Rui Antunes, EDP Renováveis

Lifetime achievement:
Rui Nabeiro, Delta

Investidor do ano:
Continental Mabor

Golden Company (que reconhece as empresas que se destacam pela dimensão, performance, internacionalização e potencial de futuro):
Tecnimede

“Há muitas empresas que lutam pelas boas práticas”

“Independentemente de o nosso mercado não ser muito vasto, o que é certo é que há sempre empresas, muitas, que têm um bom desempenho, que lutam por impor boas práticas na sua forma de atuação e por serem bons exemplos. E há também pessoas que, pela forma como desempenham os seus cargos, são também merecedoras da nossa admiração e do nosso estímulo”, refere Manuel Alves Monteiro, presidente do júri dos IRGA, ao ECO.

"Há cada vez mais empresas de menor dimensão a quererem ser tão boas como as melhores empresas do mercado, a quererem ter uma gestão, uma governance e talento tão bons ou melhores do que os que se observam nas grandes empresas. Essa vontade e empenho terão, no futuro, um grande impacto. As empresas serão mais sustentáveis e mais competitivas internacionalmente, ficando mais propensas à inovação e ao sucesso.”

Manuel Alves Monteiro, presidente do júri dos IRGA

“Há cada vez mais empresas de menor dimensão a quererem ser tão boas como as melhores empresas do mercado, a quererem ter uma gestão, uma governance e talento tão bons ou melhores do que os que se observam nas grandes empresas. Essa vontade e empenho terão, no futuro, um grande impacto. As empresas serão mais sustentáveis e mais competitivas internacionalmente, ficando mais propensas à inovação e ao sucesso”, refere Manuel Alves Monteiro.

Por outro lado, Luís Magalhães, managing partner da Deloitte Portugal, lamenta que Portugal continue “longe dos primeiros lugares, no que diz respeito à competitividade da economia” e defende que o mercado de capitais “deveria ter um papel mais relevante no financiamento da economia”. Luís Magalhães aponta o facto de as empresas continuarem a preferir financiar-se através do recurso ao crédito bancário, em detrimento do mercado de capitais. Uma opção que, na sua opinião, se justifica pela dimensão “familiar” da maior parte das empresas.

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