BRANDS' PESSOAS e-portfólio – uma ferramenta de auto-avaliação e validação de competências

  • BRANDS' PESSOAS
  • 25 Setembro 2019

Existem buzz words do mundo dos Recursos Humanos que de tanto as ouvirmos já não lhes prestamos atenção. Banalizaram-se.

São exemplo dessa banalização palavras e expressões como “competências”, “aprendizagem ao longo da vida”, ”caderneta de competências”, “portfólio de competências”, etc, etc. Mas a verdade é que os conceitos que estão por detrás destas buzz words nunca estiveram tão presentes no quotidiano das pessoas, independentemente das suas idades, qualificações, posições no mercado de trabalho, condições socioeconómicas, etnias ou credos.Efetivamente, o mercado de trabalho e a vida em sociedade pedem PESSOAS competentes. “capazes de…”. Clamam por conhecimentos, aptidões, capacidades, saberes, atitudes, competências (como lhe queiramos chamar) que possam trazer valor acrescentado para o Mundo do Trabalho e para a Sociedade.

E a verdade é que apenas uma pequena parte destas se obtém nos bancos das escolas e em processos educativos e formativos formais. Obtêm-se no recreio da escola, na ida e no regresso para a formação, em casa, em família, com amigos, nas férias, nas atividades extracurriculares, em ações de voluntariado, nos hobbies, na vida quotidiana, na ida ao supermercado ou ao veterinário com o cão! Na verdade, na interação com outros, em tantos e tão variados contextos que só a pouca imaginação pode limitar.

Ora é das aprendizagens alcançadas e das competências adquiridas nestes contextos de aprendizagem ditos “não formais ou informais” que vos falamos hoje. São contextos que nos acompanham ao longo de toda a nossa vida ou que surgem em momentos específicos, daí se falar em “aprendizagem ao longo da vida”.

Se existem ao longo da nossa vida, se podem ser imprevisíveis e espontâneos como é que sabemos que de um determinado contexto nasceu uma aprendizagem? Como é que podemos demonstrar que possuímos esta ou aquela competência? Como é que podemos validar que uma aprendizagem que fazemos com um determinado objetivo e num determinado contexto pode ser aplicada em muitas outras circunstâncias e situações da vida profissional ou pessoal? Como podemos mostrar aos outros – potenciais empregadores, por exemplo – que competências temos, no que é que somos competentes? É aqui que surgem conceitos como “caderneta de competências” ou “portfólio de competências”, duas ferramentas que visam “revelar”, “mostrar” e “demonstrar” as aprendizagens que cada um de nós fez, as competências que cada um de nós possui.

E é destes processos de reconhecimento e validação de competências adquiridas em contextos não formais e informais e de que ferramentas poderão existir e ser mais eficazes para servir de suporte a estes processos que trata o projeto “PROFI-VNFIL – Ensure the professionalisation and good functioning of VNFIL”, um dos projetos europeus no qual o CECOA está envolvido e cujo convite à participação surgiu fruto da sua experiência de mais de 18 anos em processos de reconhecimento, validação e certificação de aprendizagens não formais e informais.

Efetivamente ao CECOA e ao seu Centro QUALIFICA – um centro especializado em, por um lado, orientar a aprendizagem e a qualificação, seja ao nível escolar seja ao nível de competências profissionais especificamente nas áreas do comércio e dos serviços e em, por outro lado, reconhecer e certificar competências adquiridas ao longo da vida, para quem se quer valorizar continuamente e capitalizar toda a sua “bagagem” – interessa conhecer práticas e ferramentas existentes, co-construindo com os parceiros do projeto e com todos aqueles que procurem a partilha, novo conhecimento e novas ferramentas, nomeadamente ferramentas digitais de (auto) avaliação que apoiem os candidatos e o próprio processo de reconhecimento e validação de competências, de que é exemplo, a intenção do projeto de desenvolver um e-portfólio para este fim específico.

Co-construir pressupõe aprender com os outros, numa lógica de aprendizagem ao longo da vida em interação, que a necessidade e a procura de PESSOAS competentes justifica e incentiva. Se conhece ferramentas (em particular, digitais) que possam contribuir para a base de dados de ferramentas de reconhecimento e validação de competências adquiridas em contextos não formais e informais que o projeto está a construir, responda ao questionário disponível AQUI

Artigo de autoria de:
Cristina Dimas, Coordenadora da Unidade Inovação & Negócios, CECOA
Sílvia Coelho, Coordenadora do Centro QUALIFICA, CECOA

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