Comissões da banca estão a aumentar. Saiba quais e em quanto

As comissões bancárias voltaram a subir na primeira metade do ano. O custo de ter um cartão de débito foi o que mais cresceu, em média. Seguiu-se o preço de levantar dinheiro ao balcão.

As comissões bancárias são uma importante fonte de receita para os bancos. Só as cinco maiores instituições financeiras a operar em Portugal amealharam no ano passado mais de 1.800 milhões com este tipo de receitas. Na primeira metade deste ano, os clientes bancários voltaram a ser confrontados com revisões em alta destes custos por parte de diversos bancos. Os cartões de débito acabaram por sofrer a maior subida de preços. Mas os agravamentos chegaram a outros produtos e serviços bancários.

De acordo com a sinopse das Atividades de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal, entre janeiro e junho, o valor da anuidade dos cartões de débito aumentou, em média, 16,66%. Essa subida deveu-se ao agravamento registado em três bancos. No Abanca, a comissão pela disponibilização do cartão de débito disparou mesmo 78,57%, o maior agravamento.

No final de junho constatava-se uma grande disparidade no valor das comissões para este tipo de cartões em vigor nos diferentes bancos. Em termos médios, a anuidade dos cartões de débito era de 16,85 euros, mas havia quatro bancos que não cobravam nada por disponibilizar este meio de pagamento, enquanto o banco mais caro exigia 31,20 euros.

Evolução das comissões na primeira metade do ano

Este valor corresponde também ao máximo que era exigido nessa mesma altura pela disponibilização de cartão de crédito. Mas face aos valores em vigor no início do ano, as anuidades dos cartões de crédito, agravaram-se bastante menos. Cresceram 1,1%, com o valor médio a situar-se nos 17,63 euros.

Já os levantamentos ao balcão ficaram no segundo lugar do ranking das maiores subidas de encargos. O custo deste tipo de operações aumentou 6,17%, para passar para um valor médio de 3,94 euros. Mas no limite estas operações chegavam a custar 26 euros no final de junho.

De salientar que os bancos têm vindo a subir substancialmente o custo de realizar operações ao balcão, procurando encaminhar os clientes para as operações à distância, seja no homebanking como no mobile.

No que respeita aos custos de manter uma conta bancária, registaram-se aumentos na ordem dos 1%/2%, em média, no primeiro semestre.

No caso das contas tradicionais, o custo da manutenção subiu 1,02%, para passar a assumir um valor médio de 58,04 euros. No limite, a manutenção de conta no banco mais caro custava 124,8 euros no final de junho.

Já as contas base, que incluem por um preço único vários serviços básicos, viram os custos aumentarem 1,94%, para uma média de 64,40 euros. O banco mais “careiro” exigia 126,51 euros por esse serviço.

Mas há serviços que escaparam a um agravamento generalidade de encargos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com as transferências mobile, cujo custo caiu 2,49%, para uma média de 0,78 euros.

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