PSD pede a Ferro reunião urgente no Parlamento por causa de Tancos. Invoca “suspeita da conivência do primeiro-ministro”

  • ECO
  • 30 Setembro 2019

O líder parlamentar do PSD pediu uma conferência de líderes extraordinária para discutir o caso de Tancos. Acusa Azeredo Lopes de mentir e invoca "suspeita da conivência do primeiro-ministro".

O líder parlamentar dos sociais-democratas pediu esta segunda-feira a Ferro Rodrigues para convocar uma reunião extraordinária da conferência de líderes, com o objetivo de discutir o caso de Tancos, avança a Lusa. Fernando Negrão deixa ainda acusações ao Governo de António Costa, e não apenas a Azeredo Lopes.

Esta acusação “afeta diretamente um ex-membro do atual Governo, pondo a nu a existência de condutas extremamente graves no exercício de funções”, disse o líder parlamentar do PSD, no requerimento dirigido a Eduardo Ferro Rodrigues.

Sobre Azeredo Lopes, Negrão disse ainda ser “pouco credível” que este “não se tenha articulado com o responsável máximo do Governo, quando é público que o fez com um deputado do PS”, referindo-se a Tiago Barbosa Ribeiro.

Neste sentido, o social-democrata refere que fica levantada “uma suspeita de conivência do primeiro-ministro” e que, “mesmo que não tenha havido articulação”, a situação é igualmente “grave” por mostrar que Costa foi ultrapassado pelo seu então ministro.

“À Assembleia da República (AR) não só foram sonegadas informações (…), como este órgão de soberania terá sido inebriado pelo Governo com informações, no âmbito deste processo, que não correspondem minimamente à realidade”, explica o grupo parlamentar do PSD no mesmo documento, acrescentando ser “urgente repor a credibilidade das instituições — Governo e AR — e a normalidade democrática, o que exige uma reunião da Comissão Permanente para debater este assunto”.

Recorde-se que Rui Rio já tinha admitido a possibilidade de convocar uma reunião no Parlamento. “O ministro da Defesa articula-se com um deputado e não avisa o primeiro-ministro?”, questionou o social-democrata, referindo-se aos às provas recolhidas pelo Ministério Público que apontam para que o ex-governante tenha enviado um SMS a um deputado do PS, Tiago Barbosa Ribeiro, revelando que sabia que o material ia ser recuperado.

Ponderando a situação, Rui Rio considerou que há “razão para convocar a comissão permanente”, que funciona mesmo quando os trabalhos no Parlamento estão suspensos.

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