Regulação é grande desafio para os CTT. João Bento critica nível de exigência

  • Lusa
  • 9 Outubro 2019

João Bento, presidente dos CTT, assume regulação como um desafio. Critica os novos indicadores de qualidade de serviço que "são, em número e em nível de exigência, um caso sem paralelo no setor".

O presidente executivo dos CTT, João Bento, disse à Lusa que o enquadramento regulatório é um dos “grandes desafios” que a empresa enfrenta, mas que os Correios pretendem ultrapassar “em diálogo permanente com o regulador”.

Numa resposta por escrito a questões colocadas pela Lusa, no âmbito do Dia Mundial dos Correios, que hoje se comemora, João Bento considerou que o setor “está a passar por vários desafios” que são encarados pelos CTT “como oportunidades”.

Um deles é a alteração do perfil de negócio, com a queda do tráfego de correio tradicional e crescimento do segmento de expresso e encomendas, devido ao comércio eletrónico.

Nesse sentido, os CTT apostam na diversificação do negócio, introduzindo novas soluções de logística e de interação com o cliente.

“Encaramos também como um desafio e oportunidade a consolidação do Banco CTT no mercado nacional, um setor altamente competitivo e desafiante, mas onde temos conseguido assumir uma posição interessante”, adiantou.

Além disso, a compra da 321 Crédito “permite-nos reforçar a nossa atividade e sentimos já o impacto positivo desse investimento”, disse o gestor, que assumiu a presidência dos CTT em maio último.

"Os novos indicadores de qualidade de serviço são, em número e em nível de exigência, um caso sem paralelo no setor, num mercado onde a queda do tráfego postal é uma realidade irreversível e em que os operadores postais como nós precisam de tempo para se reinventar.”

João Bento

Presidente dos CTT

“O enquadramento regulatório é outro dos grandes desafios que enfrentamos, mas que estamos a gerir e pretendemos ultrapassar, em diálogo permanente com o regulador”, sublinhou João Bento.

“Os novos indicadores de qualidade de serviço são, em número e em nível de exigência, um caso sem paralelo no setor, num mercado onde a queda do tráfego postal é uma realidade irreversível e em que os operadores postais como nós precisam de tempo para se reinventar”, apontou.

“O término do contrato de concessão para a prestação do Serviço Postal Universal e as condições em que tal serviços deve ser prestado no atual quadro de desenvolvimento das comunicações, também assumirá um papel muito relevante nas nossas prioridades do próximo ano”, concluiu o presidente executivo.

O contrato dos CTT para o serviço postal universal termina em 31 de dezembro de 2020.

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