Funcionários do Estado envolvidos em esquema recebiam 200 euros por cada imigrante legalizado

  • ECO
  • 16 Outubro 2019

Uma funcionária da Autoridade Tributária envolvida no esquema terá feito 15 mil números de contribuinte fraudulentos em três anos.

Cerca de vinte pessoas foram detidas numa megaoperação da Polícia Judiciária, entre as quais se encontravam funcionários da Autoridade Tributária, da Segurança Social e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Os funcionários públicos estariam envolvidos numa associação criminosa e recebiam 200 euros por cada imigrante legalizado.

A investigação da Unidade Nacional de Contra-terrorismo da PJ, que já tem mais de três anos, baseia-se nas suspeitas de que os funcionários faziam parte de um esquema onde, em troca de subornos, se viabilizava a legalização de centenas de imigrantes de modo fraudulento. Os montantes recebidos estariam em torno das duas centenas, segundo o Jornal de Notícias (acesso pago).

O papel dos funcionários públicos no esquema será de intervenção nos sistemas informáticos, para manipular e falsear informações sobre contratos de trabalho fictícios, para os títulos de Autorização de Residência. Alguns têm também o poder de acelerar os processos de legalização.

A dimensão do processo não é pequena. Só uma das funcionárias da Autoridade Tributária envolvida no esquema terá feito 15 mil números de contribuinte fraudulentos em três anos, de acordo com o Público (acesso condicionado). Funcionários da Segurança Social também participavam na rede, emitindo números de Segurança Social.

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