BRANDS' PESSOAS Os empregos do futuro – a requalificação e o aumento de competências

  • BRANDS' PESSOAS
  • 21 Outubro 2019

Patrícia Vicente, EY Manager, People Advisory Services, fala sobre os formatos de emprego no novo mundo de trabalho.

Os nossos empregos, no formato atual têm os dias contados no novo mundo do trabalho? Quais as profissões do futuro? Como nos podemos reinventar para um mercado de trabalho inovador e mais tecnológico?

Estas e outras questões são atualmente debatidas não só no ambiente económico, como nas Universidades, quando se discutem especializações e competências, técnicas e comportamentais, necessárias para o futuro paradigma das empresas.

De acordo com o Fórum Económico Mundial, em 2030, 75% das profissões mais procuradas ainda não existem nos dias de hoje. O que leva a uma reflexão sobre a alteração das competências-chave que as empresas vão necessitar, assim como na forma como as empresas e os futuros profissionais precisam de agir para as adquirir.

Em menos de uma década, o trabalho que conhecemos hoje irá sofrer grandes mudanças. Mudanças disruptivas. Uma das questões que surge é: como é que aqueles que se encontram atualmente no mercado de trabalho, vão acompanhar esta mudança de paradigma?

Por um lado, a versatilidade e a capacidade, de adaptação são competências que as empresas vão claramente procurar nas suas equipas. São essenciais para o ajuste necessário a contextos mais automatizados, onde a vertente humana ganha elevados níveis de exigência. Por outro, o auto-desenvolvimento é essencial na aquisição de novas competências e uma atitude individual proativa tem início na reciclagem dos seus conhecimentos, trabalhando assim para o seu futuro.

E quais são as novas profissões do futuro?

Intérpretes de Big Data com capacidade de análise sobre milhões de máquinas interconectadas; Engenheiros especializados em tráfego automatizado e veículos sem motorista; Especialistas em clima e meio ambiente, face à cada vez maior importância da preservação dos recursos naturais; Pilotos e controladores aéreos de drones numa perspetiva comercial para distribuição e transporte. Estas são algumas das ofertas de emprego que podemos ver no futuro. Um futuro que em alguns casos poderá não estar muito distante!

Para acompanhar esta nova realidade, as competências digitais, passam a ser básicas, transversalmente, para garantir a transformação que as empresas vão necessariamente fazer. Contudo, a automatização vai exigir competências além das digitais. Competências que imprimam um maior foco na diferenciação que é necessária, que irá traduzir-se num elevado nível de competências comportamentais, como a empatia, o optimismo e a capacidade de escuta, aliadas à criatividade e inovação.

Por outro lado, não nos podemos esquecer daqueles que agora iniciam a sua formação e que, aos dias de hoje, desconhecem as profissões procuradas no mercado de trabalho quando chegar a sua vez. É fundamental que as Escolas e Universidades redefinam conteúdos e métodos educacionais alinhados com o nível de preparação essencial para o futuro dos seus alunos. Disciplinas nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática paralelamente com uma maior utilização de material tecnológico será fundamental para o sucesso da preparação. Os novos cursos de Inteligência Artificial e Automação e Robótica são já alguns exemplos da adaptação do novo paradigma.

É necessário um realinhamento das competências críticas para que todas as pessoas possam preparar-se para, em conjunto com a tecnologia, darem um maior rendimento e produtividade no futuro das empresas que compõem o mundo do trabalho. Pretende-se atingir a melhor sinergia entre pessoas e máquinas, onde ambos trabalham lado a lado para o mesmo objectivo.

Embora ainda não seja totalmente claro o que nos trará o emprego do futuro, temos a certeza que a tecnologia estará lá, que é com ela que vamos trabalhar e sobre ela que vamos ter de adquirir conhecimentos. Com esta certeza, aqueles que tenham capacidade de adaptação e abertura à mudança irão vencer! O futuro parece estar distante, mas se começarmos hoje a desenvolver os nossos conhecimentos teremos um futuro altamente promissor.

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