Rendas levam quase metade do rendimento das famílias na Grande Lisboa

  • ECO
  • 21 Outubro 2019

Arrendar uma casa é mais dispendioso do que comprar, pelo menos na Área Metropolitana de Lisboa. As rendas representam 46% dos rendimentos das famílias.

Comprar ou arrendar casa representa um custo cada vez mais elevado para os portugueses, principalmente nas cidades em torno da capital do país. No caso da compra de casa, a prestação representa uma taxa de esforço de 28% para as famílias na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Contudo, arrendar é ainda mais dispendioso, com as rendas a representarem quase metade dos rendimentos das famílias.

Entre 2016 e 2018, a taxa média de esforço para comprar casa na AML pouco se alterou: passou dos 25% para os 28%, mostra o estudo “Tendências recentes de segregação habitacional na AML“, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH). Mas, analisando os municípios, há três onde comprar uma casa representa um esforço ainda maior: Lisboa (cidade) estava nos 58%, Cascais nos 53% e Oeiras nos 44%.

Afunilando ainda mais a análise dentro da cidade de Lisboa, o estudo da FCSH, citado pelo Público (acesso pago), mostra que a taxa de esforço média na aquisição de casa própria subiu em todas as 24 freguesias de Lisboa, mas há 14 onde esse esforço supera a média do município. No topo da tabela está a freguesia de Santo António, com uma taxa de esforço média de 91%.

Mas ainda mais oneroso do que comprar casa é arrendar uma, concluiu o mesmo estudo. Na AML, as rendas representam uma taxa de esforço média de 46%, ou seja, o equivalente a quase metade dos rendimentos das famílias. Esta percentagem é bastante superior aos 35% recomendados internacionalmente como limite máximo da taxa de esforço a que devem ser submetidas as famílias para pagarem a sua habitação.

Dentro da AML, na cidade de Lisboa, arrendar uma casa representa um custo muito maior: 67%. Aqui, há 13 freguesias com taxas mais elevadas do que a média do município, com destaque para o Parque das Nações que observava uma taxa de esforço de 99% no final do ano passado.

Para os investigadores da FCSH, é preocupante o facto de, para famílias cujas rendas representam 50% ou até mesmo 75% dos rendimentos, o acesso ao mercado de habitação se encontrar cada vez mais limitado a um número restrito de zonas menos centrais e, na sua maioria, na margem sul.

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