SIGI “são uma hipótese”. Mas em parceria com investidores estrangeiros, diz CEO do Grupo SIL

O Governo tem de criar um "pacote de benefícios fiscais adequado" para as SIGI e, nessa altura, o Grupo SIL admite criar uma ferramenta dessas, destinada à habitação a baixos custos.

As Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) nasceram há quatro meses e, embora seja público o interesse de muitas empresas, ainda nenhuma foi criada. Isto porque a regulação deixa os investidores de pé atrás. Do lado do Grupo SIL, as SIGI “são uma hipótese” no futuro, mas apenas em parceria com um investidor estrangeiro. Contudo, admite Pedro Silveira, continua a ser preciso um “pacote de benefícios fiscais adequado”.

As SIGI “vieram tarde, de certeza absoluta”, diz o CEO do Grupo SIL, em entrevista ao ECO. Para Pedro Silveira, Portugal deveria ter sido o primeiro e não quase dos últimos países a criar este instrumento, que é uma “vantagem para o mercado” — visto que vai trazer mais investidores, especialmente internacionais –, mas também para quem precisa de arrendar em vez de comprar um determinado imóvel.

Foram criadas para investir no mercado imobiliário e, embora já haja empresas interessadas, como os espanhóis da Merlin Properties, a verdade é que ainda não há nenhuma SIGI criada. Para Pedro Silveira, o problema é que ainda há algumas questões que não interessam os investidores, como por exemplo a obrigatoriedade de cotar em bolsa, pelo menos, 20% do capital disperso.

É importante um “pacote de benefícios fiscais adequado”, diz Pedro Silveira. “Nesse caso, estaríamos certamente interessados em criar uma SIGI para habitação, para arrendar [os imóveis] a baixo custo”. Para o representante do Grupo SIL, há procura e necessidade por construir casas com rendas mais acessíveis, “mas é impossível no enquadramento fiscal e lei do arrendamento existente responder ao mercado”.

“O Governo tem de perceber que os investidores internacionais de peso têm muitas opções. Ou nós somos suficientemente atrativos ou eles não põem cá o dinheiro. É assim que isto funciona”, afirma.

O Governo tem de perceber que os investidores internacionais de peso têm muitas opções. Ou somos suficientemente atrativos ou não põem cá o dinheiro. É assim que isto funciona.

Pedro Silveira

CEO do Grupo SIL

Por enquanto, as SIGI não estão nos planos do Grupo SIL, mas isso poderá mudar no futuro. “Sim, são uma hipótese, embora neste momento não estejamos propriamente a estudar isso”, disse ao ECO, explicando que, neste momento, o foco da empresa passa pela rentabilização dos terrenos que têm vindo a desenvolver. “Não digo que sim, mas também não vou dizer que não. Depende de como as coisas correrem”, diz.

“É preciso ter bastante capital. Primeiro temos de construir nos nossos terrenos, vender, ganhar bastante dinheiro com isso e só depois pensaremos nisso. Se houver um investidor estrangeiro interessado numa SIGI, que precise de alguém e que ponha algum dinheiro, então aí podemos encarar isso com mais rapidez“, diz, acrescentando que “neste momento, criar uma SIGI sozinhos está de parte, mas com uma potencial parceria é mais provável”.

Contudo, o CEO do Grupo SIL ressalva que, mesmo para isso, é fundamental que o Governo proceda a algumas alterações fiscais.

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