TV e video deep fake será a ciberarma em 2020

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  • 3 Dezembro 2019

A Experian alerta para o deep fake que deverá ser a arma preferida para ciberataques no próximo ano. Também compradores de marijuana e ecologistas precisam ter cuidado.

O recurso à tecnologia áudio e vídeo deepfake será um os meios mais utilizados pelos criminosos no próximo ano para perturbar e prejudicar a atividade de grandes empresas, gerar potenciais conflitos políticos perturbar as bolsas, ou roubar dados de privados, prevê o sétimo relatório anual da Experian com as tendências da violação de dados no espaço cibernético.

O deep fake é uma técnica de síntese de imagens ou sons humanos baseada em técnicas de inteligência artificial, usada para combinar uma mensagem diferente a um vídeo já existente.

De acordo com as previsões do Data Breach Industry Forecast para 2020, que a Experian acaba de publicar, os criminosos cibernéticos também usarão técnicas de roubo de identidade baseadas em texto para atingir consumidores que participam de comunidades e grupos online, ou aqueles que apoiam candidatos políticos e são utilizadores de sistemas Wi-Fi públicos gratuitos. Poderão até ser usados drones para aceder a dados de utilizadores de dispositivos conectados a redes não seguras e acessíveis em locais públicos.

O relatório adverte que haverá um aumento significativo no roubo de identidade à medida que os criminosos cibernéticos forem explorando as vulnerabilidades, por exemplo, dos sistemas de pagamento móvel cada vez mais disponíveis.

À medida que a tecnologia envolvida “atinge a maioridade e se torna facilmente acessível, será cada vez mais usada por criminosos cibernéticos e Estados nacionais para promover perturbações reais – tanto nos mercados financeiros como na política”, antecipa o documento.

Setores emergentes como o comércio de derivados de canábis e algumas organizações ambientais, onde o investimento na proteção de dados não constitui prioridade, serão alvos prováveis de ataques cibernéticos.

A Experian é uma empresa multinacional de gestão de informações e bancos de dados com operação em 44 países. A companhia emprega 17 mil colaboradores e tem sua sede corporativa em Dublin, Irlanda, e operações em Nottingham no Reino Unido, Costa Mesa na Califórnia e em São Paulo, Brasil.

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