Setor da construção cresce 6% em 2019. Há menos desempregados no setor

  • Lusa
  • 5 Dezembro 2019

O setor da construção cresceu 6% este ano, estima a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), que adianta ainda que o número de desempregados no setor diminuiu.

A produção do setor da construção “revelou um sensível dinamismo” em 2019 e cresceu 6% face ao ano anterior, segundo a análise de conjuntura da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), divulgada esta quinta-feira.

De acordo com um comunicado enviado às redações, “vários indicadores associados ao andamento da construção evoluíram de forma bastante positiva ao longo de 2019” e prevê-se “que, em termos anuais, [o setor] venha a registar um crescimento real de 6,0% face ao ano anterior, reforçando o andamento positivo dos últimos dois anos“.

O consumo de cimento cresceu mais de 16% nos primeiros dez meses de 2019, indica o documento, que cita ainda os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o crescimento de 11,7% do indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (investimento) da construção nos primeiros três trimestres do ano e de 8,4% do Valor Acrescentado Bruto no mesmo período, em termos homólogos.

“As avaliações dos empresários do setor, de acordo com as opiniões recolhidas pelo INE através dos Inquéritos Mensais à Atividade, atingiram em 2019 máximos de 17 anos, quer no que diz respeito ao Indicador de Confiança, quer quanto à apreciação sobre a atividade das empresas ou sobre as perspetivas de evolução do emprego e dos preços a praticar no futuro próximo”.

As previsões da FEPICOP são de que o segmento da construção de edifícios registe um crescimento de 7,9%, com um acréscimo de 12% na produção de edifícios residenciais e de 3,6% na de edifícios não residenciais.

Também foi registado um aumento de 44% no número de fogos novos licenciados e de 16% na área licenciada para construção de edifícios não residenciais, ambos em 2018 e em termos homólogos, “cuja concretização das respetivas obras durante o ano de 2019 veio a resultar em taxas de crescimento neste ano superiores às do ano anterior”.

Em relação aos edifícios não residenciais, aquela federação estima que o crescimento mais significativo seja registado na sua componente privada (4%), enquanto a sua componente pública deverá evoluir cerca de 3%, em termos anuais. Já a produção de trabalhos de engenharia civil em 2019 manteve-se com um crescimento assinalável do montante contratado, que era de aproximadamente 30% até ao final de outubro.

Como consequência, diz a FEPICOP, assistiu-se a um decréscimo significativo no número de desempregados oriundos do setor da construção e registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (menos 18% até outubro de 2019). “Ainda assim, a falta de mão-de-obra qualificada manteve-se como um dos principais obstáculos à atividade das empresas do setor, segundo as respostas dos seus responsáveis aos inquéritos à atividade promovidos pelo INE”, referiu aquela federação.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Setor da construção cresce 6% em 2019. Há menos desempregados no setor

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião