Empresas norte-americanas reforçam domínio na venda global de armas

  • Lusa
  • 9 Dezembro 2019

Segundo o Instituto Internacional de Estudos de Paz de Estocolmo, as vendas de armas das empresas norte-americanas totalizaram 222,3 mil milhões de euros, mais 7,2% do que em 2017.

O Instituto Internacional de Estudos de Paz de Estocolmo (SIPRI) apontou esta segunda-feira que as empresas norte-americanas aumentaram o domínio no comércio global de armas em 2018, para 59% do volume total entre as 100 principais empresas do ramo.

De acordo com o estudo do SIPRI, as vendas das empresas norte-americanas totalizaram 222,3 mil milhões de euros, mais 7,2% do que em 2017 e, pela primeira vez desde 2002, os cinco primeiros do “top 100” pertencem aos Estados Unidos: Lockheed Martin, Boeing, Northrop Grumman, Raytheon e General Dynamics.

“As empresas norte-americanas estão a prepara-se para o novo programa de modernização de armas anunciado pelo Presidente [norte-americano, Donald] Trump em 2017. Muitas juntaram-se para produzir a nova geração de sistemas de armas e estão em melhor posição para fazer contratos com Governo”, observou o estudo.

De acordo com o relatório do SIPRI, que não inclui empresas chinesas devido à falta de dados confiáveis, as vendas das 100 maiores empresas de armas aumentaram 4,6% em 2018, para 379,6 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 47% desde 2002, data do primeiro estudo do SIPRI.

As vendas das dez empresas russas incluídas na listagem atingiram 32,7 mil milhões de euros, menos 0,4% que em 2017 e representaram 8,6% do total em 2018, devido ao “crescimento substancial” dos rivais norte-americanos e europeus.

As 27 empresas europeias da lista venderam 92,2 mil milhões de euros, pouco mais que em 2017 e com o Reino Unido a representar um terço do total do continente, liderado pela BAE Systems, o sexto produtor mundial.

O volume total de empresas britânicas caiu quase 5% em relação ao ano anterior, em parte devido a atrasos no programa de modernização de armas promovido pelo Governo britânico.

O aumento de 30% nas vendas da fabricante de caças Dassault Aviation levou as empresas francesas a realizarem vendas, no valor 20,9 mil milhões de euros.

Oitenta das 100 empresas incluídas na lista são dos Estados Unidos, da Europa ou da Rússia, e entre as 20 restantes contam-se seis japonesas, três israelitas, três indianas e três sul-coreanas.

As 15 principais companhias de armamento venderam quase seis vezes mais que as restantes empresas que integram a lista das 100 maiores, de acordo com os dados do SIPRI.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Empresas norte-americanas reforçam domínio na venda global de armas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião