Oi pede mais tempo para o processo de recuperação judicial

A Oi diz que a continuidade de supervisão judicial ao fim do período de dois anos é uma medida natural que tem sido aplicada na maior parte dos processos de recuperação judicial.

A Oi pediu mais tempo para levar a cabo o seu processo de reestruturação. A operadora de telecomunicações, participada da Pharol, requereu à supervisão judicial das empresas do grupo que o processo de recuperação judicial (RJ) não seja encerrado a 4 de fevereiro de 2020, data em que a homologação do Plano de Recuperação Judicial completa dois anos, deu conta ao regulador do mercado de capitais.

“A medida de não-encerramento da supervisão judicial não traz mudanças para a situação atual das Empresas Oi e não tem impacto quanto ao cumprimento do Plano de RJ em vigor, nem em relação a créditos correntes e sobre eventuais novos recursos que vierem a ser acessados pelas Empresas Oi”, esclarece o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), regulador brasileiro.

A Oi esclarece que “a continuidade de supervisão judicial ao fim do período de dois anos é uma medida natural que tem sido aplicada na maior parte dos processos de recuperação judicial” e que o “requerimento apresenta ao Juízo circunstâncias relacionadas à complexidade inerente à magnitude de seu processo de RJ e às reformas em curso no ambiente jurídicoregulatório, e que exigem providências ainda a serem implementadas no âmbito da recuperação judicial.

O pedido de prolongamento do processo de recuperação surge cerca de uma semana depois de a Oi ter revelado que os seus prejuízos mais do triplicaram no terceiro trimestre. Ascenderam a 5.747 milhões de reais (1,23 mil milhões de euros).

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Oi pede mais tempo para o processo de recuperação judicial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião