Reembolsos na ADSE disparam para 90 dias

  • ECO
  • 9 Dezembro 2019

A falta de funcionários é apontada como a justificação para a extensão do tempo necessário para que os beneficiários da ADSE recebam os reembolsos pelas despesas de saúde.

O prazo médio para o reembolso das despesas de saúde na ADSE disparou um mês, passando a ser necessário aos beneficiários esperar 90 dias para receber na conta as quantias devidas, avança o Correio da Manhã (acesso pago) que cita Eugénio Rosa, vogal da direção do subsistema de saúde.

Uma auditoria do Tribunal de Contas tornada pública em outubro deste ano, dava conta que, em 2017, a ADSE demorava, em média, um mês e uma semana (40 dias) a pagar aos quotizados. Desde então esse prazo tem vindo a dilatar-se, passando para 51 dias, em 2018, e para os 78 dias, em março deste ano, para os 90 dias, já este mês.

De acordo com a informação prestada pelo responsável, neste momento, a ADSE tem 60 milhões de euros que já deveriam ter sido devolvidos aos beneficiários, valores que acredita só deverão ser processados no próximo ano.

Os atrasos no reembolso dos beneficiários deve-se fundamentalmente “à falta de 60 técnicos superiores e assistentes“, explica Eugénio Rosa, motivo também referido pelo Tribunal de Contas. Neste momento, o subsistema de saúde tem “175 trabalhadores, que não chegam para acudir a todas as necessidades”, diz o economista.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Reembolsos na ADSE disparam para 90 dias

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião