Remessas dos emigrantes subiram 3,6% em 2018 para 3,68 mil milhões

  • Lusa
  • 17 Dezembro 2019

As remessas dos emigrantes subiram 3,6% em 2018, chegando aos 3,68 mil milhões de euros, com mais de metade deste valor a vir de França e Suíça, segundo relatório da emigração.

As remessas dos emigrantes subiram 3,6% em 2018, chegando aos 3,68 mil milhões de euros, com mais de metade deste valor a vir da França e Suíça, segundo o Relatório da Emigração, divulgado esta terça-feira.

“As transferências financeiras provenientes da emigração portuguesa têm verificado uma tendência de crescimento, atingindo em 2018 o valor de 3.684.540.000 euros, o que representa 1.8% do PIB nacional“, lê-se no documento divulgado esta terça-feira, que assinala que entre 2014 e 2018 “registou-se um aumento de 20.25%, o que corresponde a um acréscimo de mais de 600 milhões de euros”.

Na lista dos maiores recetores de divisas originárias dos emigrantes, Portugal manteve o 33.º lugar, com França e Suíça a serem os dois países que mais contribuem para as remessas enviadas para Portugal.

“França e Suíça continuam a ocupar as duas posições cimeiras entre os países com o índice mais elevado de remessas, o que equivale a 55,17% do total global; continuam a ser os trabalhadores portugueses residentes em França os que se destacam no envio de remessas para o país, tendo remetido 1.133,29 milhões de euros em 2018″, aponta-se no documento.

“Na lista dos países com mais transferências para Portugal, em 2018, constam ainda a Suíça (899,46 milhões), o Reino Unido (343,90 milhões), os Estados Unidos (254,35 milhões), a Alemanha (242,52 milhões), Angola (223,01 milhões, passando da posição de terceiro lugar que ocupava em 2014 para sexto lugar), a Espanha (121,52 milhões), o Luxemburgo (111,95 milhões), a Bélgica (58,58 milhões) e a Holanda (44,43 milhões)”, acrescenta-se.

Sobre Angola, o relatório afirma que “apresenta uma significativa quebra, com diminuições efetivas no volume de remessas para Portugal de 247,96 milhões em 2014 para 223 milhões em 2018 (descida de 10%), na sequência da crise económica no país que impôs restrições à saída de divisas” e precisa que “este decréscimo de receitas tem impacto no volume de remessas originário dos PALOP, face ao peso de Angola neste grupo de países”.

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