Revista de imprensa internacional

A Boeing vai suspender temporariamente a produção do modelo 737 MAX a partir de janeiro. Boris Johnson está a ponderar avançar com lei a garantir que Reino Unido não vai pedir mais extensões do Brexit

A marcar o dia está a notícia de que o conselho de administração da Boeing decidiu suspender temporariamente a produção do 737 MAX, envolvido em dois acidentes de viação que causaram a morte de 346 pessoas. Na política, e menos de uma semana depois de Boris Johnson ter vencido as eleições do Reino Unido, o primeiro-ministro britânico está a planear avançar com uma emenda para garantir que o Reino Unido não vai pedir mais extensões do Brexit. A Toyota espera atingir novamente um recorde de vendas de carros no próximo ano.

BBC

Boeing confirma suspensão temporária da produção do 737 MAX

A Boeing decidiu suspender temporariamente a produção do modelo 737 MAX em janeiro. “O regresso em segurança do 737 MAX é a nossa prioridade”, referiu a fabricante em comunicado. A decisão não está a ser vista com bons olhos por alguns analistas consultados pela BBC, por considerarem que “terá um impacto massivo na Boeing, bem como, para os fornecedores e companhias”. A Boeing tinha a esperança de que o modelo em causa pudesse voltar a voar ainda este ano, mas a Administração Federal dos Estados Unidos (FAA) não deu permissão para que o regresso fosse feito tão rapidamente.

Leia a notícia completa na BBC (acesso livre, conteúdo em inglês).

The Guardian

Boris Johnson quer lei a garantir que Reino Unido não vai pedir mais extensões do Brexit

No rescaldo das eleições antecipadas, o primeiro-ministro britânico quer garantir que cumpre o prometido. Boris Johnson está a planear avançar com uma emenda à legislação do Brexit que dite que o Reino Unido vai sair da União Europeia em 2020 e não irá estender o período de transição.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

Financial Times

Netflix de olho no estrangeiro para compensar abrandamento nos EUA

A plataforma de streaming Netflix decidiu revelar os números das operações regionais fora dos Estados Unidos pela primeira vez, numa altura em que tem cada vez mais concorrência no mercado norte-americano. Os dados revelam que as operações na Europa, Médio Oriente e África (EMEA) mais do que duplicaram desde 2017, sendo esta a maior região fora dos EUA. No total, a Netflix tem 158,3 milhões de membros.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Expansión

Amazon proíbe vendedores de utilizarem serviços da FedEX no serviço Prime

A Amazon está a impedir os vendedores da plataforma de comércio eletrónico de usarem o serviço de entregas da FedEx, uma empresa norte-americana, para encomendas do serviço Prime. “Ainda que esta decisão afete um número muito reduzido de vendedores, limita as opções destes pequenas empresas e pode colocar em causa a resposta aos consumidores”, lamenta a FedEx. O impedimento começa esta semana e vai durar “até que o desempenho das entregas por estes métodos melhore”, sublinha a Amazon.

Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Reuters

Toyota prevê recorde de vendas globais de carros em 2020

A fabricante japonesa Toyota espera que, em 2020, as vendas globais de automóveis se mantenham em máximos históricos, mesmo com um abrandamento da procura nos principais mercados da marca, a China e os Estados Unidos. A fabricante japonesa planeia vender 10,77 milhões de veículos no próximo ano.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

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