“Gostava de perceber se há um preconceito sobre os investimentos virem de Angola”, questiona Isabel dos Santos

  • ECO
  • 20 Dezembro 2019

A empresária angolana garante que as fragilidades que o BdP encontrou no BIC reveladas numa reportagem da SIC foram herança do BPN. E que está em causa uma intenção clara de denegrir a sua imagem.

Gostava de perceber se há um preconceito sobre os investimentos virem de Angola“. É desta forma que Isabel dos Santos reage quando confrontada, em entrevista ao Observador, a propósito das fragilidades na prevenção do branqueamento de capitais identificadas pelo Banco de Portugal no BIC, banco do qual é uma das principais acionistas. Considera também que há uma clara intenção de denegrir a sua imagem.

A empresária angolana, que detém 42,5% do capital do banco, garante que as fragilidades na prevenção do branqueamento de capitais que o Banco de Portugal encontrou no BIC reveladas numa reportagem da SIC foram herança do BPN, que o banco comprou.

Descarta ainda ter uma ligação à gestão direta do banco, negando que as relações com potencial risco com alguns clientes do BIC que terão sido apontadas pela inspeção do Banco de Portugal, envolvendo nomeadamente o seu nome, o do marido e da mãe, sejam verdadeiras.

“Não corresponde à verdade. Aliás, o relatório do Banco de Portugal olhou para vários clientes, felizmente não olhou apenas para duas ou três pessoas”, diz Isabel dos Santos. “Não há nada no relatório que me mencione a mim”, acrescenta.

A empresária identifica na reportagem recentemente divulgada pela SIC uma intenção clara de denegrir a sua imagem, e fala mesmo em preconceito relativamente ao investimento angolano. “A SIC tem sido um meio de comunicação muito, muito manipulado”, começa por dizer. “Não há dúvidas de que há aqui uma intenção clara de denegrir a minha imagem. Não vejo nenhum outro investidor estrangeiro a ser tratado da mesma forma em Portugal”, acrescenta. E deixa uma pergunta no ar: “Gostava de perceber se há um preconceito sobre os investimentos virem de Angola”.

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