Portugal com excedente orçamental de 1% até setembro

Saldo das contas públicas melhorou no terceiro trimestre do ano e ficou até acima da estimativa da UTAO. A meta do Governo é de fechar o ano com um défice de 0,1%.

O excedente das Administrações Públicas (AP) atingiu 1% do PIB nos primeiro nove meses do ano, revelou, esta segunda-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE). A meta do Ministério das Finanças para este ano é de um défice de 0,1% do PIB, a que se deverá seguir, em 2020, o primeiro excedente orçamental em democracia.

“No conjunto dos três primeiros trimestres de 2019, o saldo das AP foi também positivo correspondendo a 1,0% do PIB (0,4% em igual período do ano anterior)”, explica o relatório do INE. Considerando apenas o período entre junho e setembro, saldo das AP foi positivo em cerca de 2.461,3 milhões de euros (ou 4,6% do PIB).

Entre o segundo e o terceiro trimestres do ano, a despesa total aumentou 4,3% com o crescimento de 3,7% para 23.025,0 milhões de euros. A variação deveu-se ao aumento despesa corrente (com nas prestações sociais, com pessoal, consumo intermédio, subsídios e outra despesa corrente), apesar da diminuição de 9,6% nos encargos com juros da dívida pública.

Esta foi, no entanto, acompanhada por uma subida da receita total em 2,3% para 25.486,3 milhões de euros. A receita corrente cresceu 3,0%, graças ao aumento dos impostos sobre a produção e a importação (1,6%), das contribuições sociais (7%), das vendas (3%) e da outra receita corrente (19,7%). Poe outro lado, a receita dos impostos sobre o rendimento e património cedeu 0,4%.

As estimativas da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) apontavam para um saldo orçamental das Administrações Públicas — em contas nacionais (as que contam para Bruxelas) — positivo em 0,9% do PIB entre janeiro e setembro.

Os números agora divulgados pelo INE revelam um desagravamento do saldo orçamental face ao défice de 0,8% do PIB (penalizado pela injeção de capital no Novo Banco) registado no primeiro semestre do ano. No entanto, nos últimos três meses do ano, as contas públicas são influenciadas pelo pagamento do subsídio de Natal a funcionários públicos e pensionistas.

(Notícia atualizada às 11h50)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal com excedente orçamental de 1% até setembro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião