BRANDS' PESSOAS A importância da comunicação no bem-estar das organizações

  • BRANDS' PESSOAS
  • 30 Dezembro 2019

Patrícia Vicente , EY Manager, People Advisory Services, explica porque é que as organizações devem investir na sua comunicação interna para ir de encontro aos resultados pretendidos.

Vivemos numa era em que a internet é acessível praticamente em qualquer local e em que a evolução da tecnologia segue a alta velocidade. Vivemos na era da informação. Nos dias de hoje é possível aceder à informação a qualquer hora e em qualquer lugar. Acesso a notícias ao segundo, comunicar com amigos e familiares em qualquer parte do mundo, fazer a gestão pessoal através de um app – a distância deixou de ser sinónimo de dificuldade de acesso à informação, ou de desconhecimento. De igual modo, às organizações chegaram novas ferramentas e crescentes facilidades de comunicação, interna e externa – redes sociais, newsletters, apps corporativas, intranet, vídeos, entre outras.

Na perspetiva interna das organizações, a comunicação sempre teve um papel essencial e intimamente ligado ao engagement das pessoas e ao bem-estar organizacional – o que no sentido mais básico se pode traduzir no alinhamento dos colaboradores com as práticas e propósito da empresa e na capacidade de promover o seu compromisso. Adicionalmente, os novos formatos de trabalho remoto, as empresas com equipas geograficamente distantes geridas globalmente e as necessidades explícitas das gerações mais recentes, dão uma importância e pertinência cada vez maior à comunicação. As empresas necessitam de reagir, atuar e acompanhar.

Num estudo recente sobre as tendências e desafios de emprego para o próximo ano (Hays), 62% dos inquiridos mencionaram estar insatisfeitos com a comunicação interna da sua empresa. Este resultado adquire ainda maior relevância quando posicionado no terceiro lugar, dos cinco principais fatores de insatisfação, a par com o pacote salarial. O que vem reforçar a tendência que se tem verificado – o aumento de predominância de outros fatores para além do fator salário – mostrando que há um foco cada vez maior das pessoas no bem-estar, no desenvolvimento, nas condições de trabalho, na possibilidade de evolução e nas perspetivas de futuro nas empresas.

Muitas vezes a comunicação interna é confundida com partilha de informação. Talvez por isso seja um eixo que tantas vezes falha nas organizações – por não ser feita de forma adaptada à organização e às pessoas que dela fazem parte ou por não lhe ser dada a devida importância. Não sendo um fator decisivo na hora da saída, é um fator relevante com peso na apreciação sobre a empresa.

Em empresas, independentemente te terem maior ou menor dimensão, a disponibilidade de meios e ferramentas que promovam a comunicação de forma eficaz, alinhada com os princípios, a missão e a cultura da empresa são essenciais. Quando há um conhecimento claro do propósito, as pessoas identificam-se, defendem a organização e comprometem-se! Como é possível partilhar uma estratégia e comprometer-se com uma visão que não se conhece?

De referir ainda o custo resultante das falhas na comunicação – elevados problemas de produtividade, fruto de “ruídos”, que geralmente resultam em erros, em trabalho refeito, em desmotivação e falhas no processo de produção.

Como é que este custo pode ser evitado?

Investir na otimização dos processos de comunicação promovendo um ambiente mais colaborativo, com informação clara e ao alcance de todos, independente do tamanho da organização. A eficácia do processo de comunicação está diretamente ligada na relação entre o tipo de colaboradores da empresa e os meios/ferramentas adotados no processo de comunicação – a adaptação é essencial, é preciso conhecer as pessoas e a organização.

Atualmente, e em grande parte dos casos, os meios de comunicação tradicionais já não são os mais atrativos nem os mais eficazes. Hoje as pessoas procuram informações instantâneas, em real time, em formatos diferentes, mais visuais, dinâmicos e atrativos.

Repensar a comunicação interna exige trabalho, empenho, dedicação e recursos. Mas é um investimento que se reflete facilmente nos resultados e no ambiente organizacional, quando comparado com prejuízo que o inverso poderá trazer.

Se o ambiente corporativo não é bom, se a comunicação não é eficaz, é praticamente impossível atingir o nível de produtividade esperado. O alinhamento da cultura, a comunicação da estratégia e dos objetivos é essencial para o alcance dos resultados e para criação de equipas comprometidas.

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