Ex-Presidente da Renault-Nissan fugiu para o Líbano. Diz que se libertou da injustiça no Japão

  • Lusa e ECO
  • 31 Dezembro 2019

Autoridades japonesas estão a investigar esta fuga de Carlos Ghosn, que se encontrava em prisão domiciliária e que deveria ser julgado no decorrer de 2020.

O ex-presidente executivo do grupo Renault-Nissan Carlos Ghosn, que estava em prisão domiciliária no Japão a aguardar julgamento por, entre outros crimes, evasão fiscal, fugiu para o Líbano. Ghosn, que “chegou ao aeroporto de Beirute no domingo”, diz que se libertou “da injustiça e da perseguição política” no Japão.

As circunstâncias da saída de Carlos Ghosn, empresário franco-brasileiro de origem libanesa, do território nipónico não eram claras, mas acabaram por ser esclarecidas pelo próprio através de um comunicado em que a saída do país à revelia das autoridades japonesas.

“Estou no Líbano. Deixei de ser refém de um sistema judicial japonês parcial onde prevalece a presunção de culpa”, afirmou Carlos Ghosn, de acordo com um comunicado. Ghosn esclareceu não ter fugido à Justiça, dizendo que se libertou “da injustiça e da perseguição política” no Japão.

Carlos Ghosn, antigo chairman (presidente do conselho de administração) e presidente executivo do grupo Nissan e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, foi detido em Tóquio em 19 de novembro de 2018 por suspeita de abuso de confiança e evasão fiscal.

O empresário, que esteve detido durante vários meses no Japão, seria posteriormente libertado em março de 2019, após o pagamento de uma caução.

Seria novamente preso no início de abril e novamente libertado sob caução, mas sujeito a condições restritas (prisão domiciliária), no final desse mesmo mês. Encontrava-se em prisão domiciliária, sendo que deveria ser julgado no decorrer de 2020.

Os advogados e a família de Carlos Ghosn, de 65 anos, têm criticado fortemente as condições da detenção do empresário, bem como a forma como a justiça nipónica tem gerido os procedimentos deste caso.

Ghosn chegou à Nissan em 1999 como presidente executivo para liderar a recuperação do fabricante, com sede em Yokohama, depois de ter oficializado uma aliança com a francesa Renault.

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