Este OE “é o começo, e não o fim, de um novo ciclo”. Costa pede estabilidade política para governar quatro anos

Na abertura do debate na generalidade do OE2020, o chefe do Governo defendeu que o OE2020 é o melhor dos cinco apresentados. O OE tem o ok assegurado à esquerda, mas Costa avisa parceiros.

António Costa defendeu esta quinta-feira que o Governo está aberto ao diálogo para melhorar o Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) – que considera ser o melhor dos cinco já apresentados -, mas sinaliza que não dará tudo agora e que há um caminho de uma legislatura para o qual pede estabilidade política.

“Este é o melhor dos cinco Orçamentos que já apresentei a este Parlamento”, disse na abertura do primeiro dia de debate na generalidade do OE2020. O primeiro-ministro explicou que este Orçamento “vai além da reposição de rendimentos”, “da recuperação dos cortes no investimento”, vai “além da reversão do enorme aumento de impostos” e “vai além da redução do défice”.

O líder do Governo falou depois para os partidos à esquerda, avisando que apesar da disponibilidade para melhorar o Orçamento em sede de especialidade, Bloco, PCP, Verdes e PAN não deverão esperar conseguir tudo aquilo que querem já este ano.

“É muito importante que todos compreendamos que este é apenas o primeiro Orçamento da nova legislatura. É o começo, e não o fim, de um novo ciclo“, avisou. E explicou que início é este: “É o começo de um novo caminho de quatro anos, ao longo do qual faremos novos avanços e obteremos novos progressos. Não é, pois, um Orçamento suficiente, que esgota o nosso programa e o trabalho conjunto no Parlamento. É sim um bom Orçamento porque é um bom ponto de partida para uma legislatura que vai caracterizar-se por novos passos seguros”.

Antes, o primeiro-ministro tinha explicado que este Orçamento “não contém nenhuma espécie de retrocessos, em nenhuma área” e resulta de uma postura de negociação do Governo que “tem cumprido a sua obrigação e vontade de abertura ao diálogo com os parceiros parlamentares”.

Num discurso muito dirigido aos partidos à esquerda, o chefe do Executivo avançou que o excedente que o Orçamento tem não resulta de imposições da União Europeia, mas sim à necessidade de criar margem para dar resposta às necessidades do país.

Costa descreveu o Orçamento como sendo de reforço do investimento público, da qualidade dos serviços públicos, da melhoria dos rendimentos e uma “cada vez maior justiça social e que nos permite prosseguir o caminho de equilíbrio orçamental e de redução da dívida”.

(Notícia atualizada)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Este OE “é o começo, e não o fim, de um novo ciclo”. Costa pede estabilidade política para governar quatro anos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião