Marcelo fixa prioridades para Portugal em 2020. “Esperança quer dizer Governo forte, concretizador e dialogante”, diz PR

O Presidente da República fez a sua mensagem de Ano Novo a partir do Corvo, nos Açores. O chefe de Estado marcou as prioridades com a saúde no topo da agenda para 2020.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta quarta-feira a necessidade de um Governo “forte, concretizador e dialogante” que dê resposta aos problemas dos portugueses e fixou prioridades claras para 2020, com a Saúde à cabeça. O Presidente da República falava a partir do Corvo, nos Açores, na mensagem de Ano Novo.

A mensagem de Ano Novo surge numa altura em que no Parlamento se vai começar a discutir o Orçamento do Estado para 2020, com o Governo e ter de procurar apoios parlamentares para conseguir ver o documento viabilizado.

Mas se Marcelo avisa o Governo que a esperança em Portugal exige respostas concretas e capacidade de diálogo, também deixa um recado para a oposição. Esperança quer dizer uma “oposição também forte”, com “capacidade dialogante quando o interesse público assim o exija”.

O chefe de Estado pede ainda uma “justiça eficaz”, umas forças armadas e umas forças de segurança que sejam reconhecidas por todos, uma comunicação social que resista à crise que atravessa e um poder local que seja “penhor” de maior coesão social.

Crescimento essencial para dar respostas aos portugueses

No entanto, o Presidente da República alerta que para que isto seja possível é preciso crescimento económico e emprego, uma preocupação climática, educação e mobilização cívica.

A necessidade de um crescimento económico que sustente estas opções surge numa altura em que o Governo prevê uma estagnação na taxa de crescimento do PIB para 2020, nos 1,9% previstos no Orçamento do Estado. O cenário avançado pelas instituições que seguem a economia portuguesa é de um abrandamento do crescimento no ano que hoje começa face a 2019.

Num artigo publicado no dia de Natal, o chefe de Estado mostrou-se dividido entre a esperança e a preocupação, assinalando a preocupação pelo “adiamento de decisões importantes para os anos mais próximos em áreas essenciais, até pela influência em termos de crescimento e emprego sustentados e significativos”, assim como, pela “concentração do debate público em pontos específicos, mais formais do que substanciais, mais conjunturais do que estruturais, à sensação difusa de que o dia-a-dia deve prevalecer sobre os horizontes de médio e longo prazo na perceção social de muitos, à situação crítica da comunicação social, acicate de instabilidade, de preferência pelo imediatismo, de potenciação do efémero em detrimento do fundamental”.

Esta preocupação com as respostas a questões mais imediatas teve esta quarta-feira uma tradução mais imediata. Marcelo Rebelo de Sousa enunciou as áreas que considera onde devem estar concentradas as prioridades. O chefe de Estado recorda que tendo em conta a escassez de recursos é preciso fazer escolhas. “A saúde, a segurança, a coesão e inclusão, o conhecimento e o investimento.”

A saúde tem sido uma das áreas que tem deixado o Governo mais sob fogo da oposição e tem concentrado mais atenção mediática. O Governo tem consciência da necessidade de reunir esforços em torno da saúde e mesmo antes da entrega do Orçamento do Estado do Estado no Parlamento anunciou um plano de melhoria na prestação de serviços de saúde – com mais verbas e mais profissionais -, complementado com o pagamento de dívidas em atraso.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que 2020 é o “começo de um novo cinclo no mundo, na Europa e em Portugal” e passou em revista os temas que mais o preocupam no mundo e na Europa, como sejam as tensões comerciais e a capacidade de resposta da União Europeia no Brexit e a necessidade de estar perto dos europeus.

(Notícia atualizada)

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