Wall Street resiste a semana de conflito entre EUA e Irão

Apesar de a sessão ter fechado no vermelho, o balanço da semana -- marcada pelo conflito entre Irão e Estados Unidos -- é positivo.

Ataques, mortes e bombardeamentos marcaram a semana geopolítica, mas também nos mercados financeiros. A escalada de tensão entre Irão e Estados Unidos ameaçou deitar por terra o sentimento dos investidores — que procuraram refúgio no ouro –, mas o otimismo acabou por se revelar mais forte. Apesar de a sessão ter terminado no vermelho, o balanço da semana é positivo para Wall Street.

O Dow Jones perdeu 0,46% para 28.823,57 pontos, depois de ter ultrapassado pela primeira os 29 mil pontos. O S&P 500 cedeu 0,29% para 3.265,33 pontos e o Nasdaq recuou 0,27% para 9.178,86 pontos. Ainda assim, todos os índices registaram ganhos no acumulado de uma semana difícil.

Viveram-se dias turbulentos nas bolsas mundiais após a morte do general iraniano Qassem Soleimani a mando do presidente dos EUA Donald Trump, bem como da resposta militar por parte de Teerão, episódios que fizeram temer o início de um novo conflito de grandes dimensões no Médio Oriente. Com o discurso apaziguador de Donald Trump, os investidores suspiraram de alívio.

Com o Irão para trás, as atenções viraram-se para a China e a confirmação de que o vice-primeiro-ministro Liu He assinará, na próxima semana, um acordo comercial de “Fase 1” em Washington, ficando a faltar a “Fase 2”, que Trump quer começar já a negociar. O apaziguar dos receios em relação ao Irão e à China levou mesmo as principais praças norte-americanas a máximos de sempre.

Apesar disso, os números do emprego divulgados esta sexta-feira fizeram reavivar os receios em relação à desaceleração da economia norte-americana. O Labor Department anunciou que foram criados 145.000 empregos nos EUA em dezembro, abaixo da estimativa de 164.000 novos trabalhos, o que não permitiu às bolsas manterem os máximos.

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