De olho no acordo comercial, Wall Street fixa recordes

  • ECO
  • 9 Janeiro 2020

Passada a tensão com o Irão, investidores voltaram a apostar em ativos de risco. Com as atenções viradas para o acordo comercial com a China, bolsas dos EUA aceleraram para novos máximos.

Com a tensão com o Irão ultrapassada, as atenções viram-se para o acordo comercial entre os EUA e a China. Os momentos de maior aversão ao risco com receios de uma escalada da violência entre Teerão e Washington, deram lugar a uma aposta reforçada no mercado acionista, levando as bolsas norte-americanas a tocarem novos máximos históricos.

Viveram-se dias turbulentos nas bolsas mundiais após a morte do general iraniano Qassem Soleimani a mando dos EUA, bem como da resposta militar por parte de Teerão, episódios que fizeram temer o início de um novo conflito de grandes dimensões no Médio Oriente. Com o discurso apaziguador de Donald Trump, os investidores suspiraram de alívio.

Com o Irão para trás, as atenções viraram-se para a China. Foi confirmado que vice-primeiro-ministro Liu He assinará, na próxima semana, um acordo comercial de “Fase 1” em Washington. Falta, depois, a “Fase 2”, que Trump quer começar já a negociar.

Esta assinatura está a ser bem recebida pelos investidores, que acreditam que poderá colocar um ponto final na guerra comercial que tem vindo a penalizar a economia de ambos os países. Neste contexto, e com indicadores positivos na economia norte-americana, o S&P 500 somou 0,66% para 3.274,70 pontos. Também o Dow Jones subiu, ganhando 0,74% para 213,18 pontos, um novo recorde.

O Nasdaq ganhou 0,77%, numa sessão particularmente positiva para as empresas do setor tecnológico, as que têm sido mais castigadas pelos investidores neste contexto de guerra comercial.

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