Jerónimo Martins dispara 4% e lidera ganhos PSI-20. Merlin com estreia de luxo em Lisboa

Foi uma sessão de fortes ganhos para a bolsa de Lisboa, que valorizou 0,21% e contrariou as perdas das principais praças europeias.

Jerónimo Martins e grupo EDP dispararam na bolsa de Lisboa e levaram o PSI-20 a contrariar as perdas da Europa. O índice valorizou 0,21% para 5.303,13 pontos, num dia que ficou também marcado pela estreia da sociedade de investimento e gestão imobiliária espanhola Merlin Properties em Lisboa.

As ações da dona do Pingo Doce foram a estrela da sessão. Ganharam 3,66% para 15,85 euros, o valor mais elevado desde setembro, após ter atingido máximos de dois anos durante o dia. Chegou mesmo a ultrapassar os 10 mil milhões de euros em capitalização bolsista, mas acabou o dia nos 9,96 mil milhões (mais 352 milhões que terça-feira). Os investidores celebram as vendas de 18,6 mil milhões de euros no ano passado, anunciadas pela empresa liderada por Pedro Soares dos Santos.

Também o grupo EDP puxou pelo índice, mantendo a tendência de fortes ganhos das últimas sessões. A casa-mãe valorizou 2,56% para 4,04 euros por ação, enquanto a eólica subiu 0,94% para 10,70 euros por ação.

Em sentido contrário, Galp (que tombou 1,95% para 15,11 euros) e BCP (que perdeu 1,64% para 0,1978 euros) ficaram do lado das cotadas que impediram o índice de subir mais. Também a Mota-Engil, os CTT, a NOS e a Semapa tiveram perdas superiores a 1%.

A sessão ficou marcada igualmente pela estreia da Merlin Properties na bolsa nacional. Partindo de um valor de referência de 12,41 euros, que lhe conferiu uma capitalização bolsista superior a cotadas como o BCP, os títulos da sociedade de investimento imobiliário espanhola aceleram e fecharam com um ganho de 4,28% para 12,90 euros por ação.

A Merlin chega à praça nacional após uma operação de dual listing, ou seja, as ações que vão negociar em Lisboa são as mesmas que negoceiam nos quatro índices espanhóis. A entrada na bolsa portuguesa traz de volta a presença espanhola ao mercado de capitais nacional, que foi comum no início do século, sendo que o banco Santander foi o último resistente, mas acabou por deixar a bolsa portuguesa em 2017.

Lisboa contrariou, assim, o sentimento negativo nas praças europeias. Penalizados pela incerteza geopolítica nos Estados Unidos, o Stoxx 600 e o francês CAC 40 perderam 0,20%, enquanto o alemão DAX cedeu 0,28% e o espanhol IBEX 35 recuou 0,24%.

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