“Polícias compram equipamento porque querem e não têm nenhuma necessidade de o fazer”

  • ECO
  • 19 Janeiro 2020

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garante que o governo está a dar resposta às reivindicações das forças de segurança.

O ministro da Administração Interna, em entrevista à TSF e ao DN, assegura que os polícias compram equipamentos de proteção pessoal às suas expensas porque querem e não por necessidade. Eduardo Cabrita garante ainda que o governo está a dar resposta às reivindicações das forças de segurança.

“Compram porque o querem e não têm nenhuma necessidade de o fazer. É preciso dizê-lo com toda a transparência”, afirmou Eduardo Cabrita quando questionado sobre as notícias a dar conta de agentes que compram equipamento de proteção do seu próprio bolso. E acrescentou que “há matérias que são diferentes, que são fardamento, em que há um subsídio”, frisando que “o que é considerado como necessário pelos comandos é aquilo que é atribuído“.

“Por exemplo, no ano passado gastámos mais de 100% da previsão inicial em viaturas e equipamentos de proteção individual. Gastámos menos em infraestruturas, porquê? Porque há um ciclo de obra que é diferente. É preciso fazer o projeto, lançar o concurso e, portanto, a despesa em obra vai concentrar-se em 2021 porque as obras – algumas já estão feitas e vão ser inauguradas – têm um ciclo que é diferente de comprar radares, alcoolímetros, coletes, que são coisas mais rápidas”, disse Cabrita.

Relativamente ao anúncio da contratação de dez mil novos profissionais para a PSP e a GNR, o governante explicou que as necessidades de cada uma das forças de segurança ainda não está fechada, mas já está identificado que por limite de idade vão sair até 2023 cerca de oito mil profissionais.

Eduardo Cabrita assegurou ainda que “não haverá nenhuma fusão das polícias“.

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