Santos Silva rejeita que Portugal seja “amigo especial” da China

  • ECO
  • 20 Janeiro 2020

Em declarações ao Financial Times, Santos Silva fala de "mito sem sentido" sobre a dependência de Portugal do investimento chinês.

Foi criado um mito de que Portugal é uma espécie de amigo especial da China na Europa. Isso não faz sentido nenhum.” A declaração é do ministro dos Negócios Estrangeiros que rejeita a ideia de que o país está a desenvolver uma dependência problemática em relação a Pequim, num momento em que se espera que empresas chinesas apresentem propostas para investir no porto de Sines.

Augusto Santos Silva falava ao britânico Financial Times (acesso pago), numa altura em que o concurso público para a construção e exploração do terminal Vasco da Gama em, em Sines, tem atraído o interesses apenas de companhias chinesas.

Segundo este jornal, são pelo menos duas as chinesas interessadas em concorrer à nova concessão — a Cosco e a Shangai International Port Group — estando o Governo a convidar empresas europeias e norte-americanas a apresentarem também as suas propostas.

Nesse sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse esperar que as propostas “credíveis” venham não apenas da China. “A qualidade das ofertas será muito melhor” se empresas norte-americanas e europeias também entrarem na corrida por Sines, afirmou Santo Silva, salientando que este terminal é “uma das grandes oportunidades” para a Europa reduzir a sua dependência em relação ao gás russo.

Sobre a expressão significativa do investimento chinês em Portugal, o governante enfatizou que o Executivo de António Costa continua empenhado em atrair investimento desta nacionalidade, reforçar o comércio e incentivar o turismo.

Augusto Santos Silva rematou defendendo que este é o momento para o investidores chineses apostarem na indústria portuguesa, particularmente no setor automóvel e da mobilidade elétrica. “Também estamos atrasados em abrir a China para as exportações portugueses”, acrescentou.

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