Portugal deve ser “implacável” contra “práticas de corrupção e cleptocráticas”, diz Santos Silva

  • ECO
  • 21 Janeiro 2020

O ministro dos Negócios Estrangeiros defende que as empresas portuguesas que poderão estar envolvidas nos esquemas de Isabel dos Santos devem ser responsabilizadas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros defende que Portugal deve ser “implacável” contra “práticas de corrupção e cleptocráticas”, mesmo quando se trata de empresas nacionais. Augusto Santos Silva comentava as implicações do Luanda Leaks, uma investigação que detalhou esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido.

Portugal não defende as suas empresas para que a lei não seja cumprida ou para que interesses de estados soberanos possam ser prejudicados. Não se trata de defender as empresas portuguesas apenas por serem portuguesas, perante quaisquer factos conhecidos”, disse Augusto Santos Silva, no Parlamento, em declarações citadas pelo Expresso (acesso condicionado).

Respondendo a uma questão do deputado social-democrata António Maló de Abreu, sobre as empresas em Portugal “abrangidas” pelo escândalo Luanda Leaks, o ministro reiterou que o país vai defender a economia “cumprindo a lei e sendo implacável no combate a práticas de corrupção e cleptocráticas”.

Neste sentido, sublinha Santos Silva, Portugal tem mantido a relação com Angola, alargando também a cooperação “no domínio judiciário, fiscal e financeiro”. A intenção é de que “tudo seja claro e todos os indícios de más práticas possam ser investigados e as más práticas penalizadas, para que o nosso relacionamento seja limpo, transparente, cristalino”, reiterou Santos Silva.

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