Mar vale 24 biliões de dólares. Grandes investidores querem apostar, mas não sabem como

Gestores de ativos veem economia azul como oportunidade de apostar na sustentabilidade. Apesar de considerarem que é um dos grandes temas dos próximos anos, não têm conhecimentos para investir mais.

O mar deixou de captar o interesse só para surfistas ou pescadores e entrou na lista de prioridades dos grandes investidores. Cerca de 90% dos gestores de ativos estão interessados de investimentos relacionados com sustentabilidade e economia azul, de acordo com um estudo do Credit Suisse. A falta de conhecimentos continua, no entanto, a ser um entrave.

“Além de ser a maior forma natural de libertar carbono do planeta, os nossos oceanos são uma fonte tremenda de subsistência para milhares de milhões de pessoas. O valor global dos ativos relacionados com oceanos é estimado em 24 biliões de dólares, o que o torna a sétima maior economia do mundo em termos de produto interno bruto”, explicou Marisa Drew, responsável do departamento de Finanças e Consultoria de Impacto do Credit Suisse.

Quase metade dos 328 gestores de ativos inquiridos no estudo (responsáveis, em conjunto, por 50 mil milhões de euros) apontaram os “elevado interesse no tema”, mas quase um terço ainda não investe na economia azul.

Apesar de considerarem que já existem oportunidades em fase inicial de investir com impacto — nomeadamente em infraestruturas — a principal barreira continua a ser a escassez de ativos com rating de qualidade, a par da falta de conhecimentos internos.

“Paradoxalmente e apesar o crescente interesse dos investidores em oportunidades relacionadas com os oceanos, este é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas com menor investimento, particularmente do ponto de vista do capital privado“, sublinhou Drew.

O 14º objetivo de desenvolvimento sustentável da ONU para 2030 (de um total de 17) é a conservação e promoção do uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos. Além de ambientalistas, grandes investidores também têm começado a dar destaque a estes temas e a expetativa é que a tendência se mantenha. Esperamos que a emergência deste tema de investimento aumente significativamente em importância para os investidores nos próximos anos“, acrescentou a responsável do Credit Suisse.

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