Ponto por ponto, o que vai mudar em Lisboa em ano de Capital Verde Europeia

  • Lusa
  • 10 Janeiro 2020

A autarquia elegeu as áreas verdes, a água e as energias renováveis como três elementos em que “o caminho é ambicioso”, antecipando que até 2030 a cidade terá nestas áreas uma "boa performance".

A cidade de Lisboa é, ao longo de 2020, Capital Verde Europeia, tendo o município estabelecido um conjunto de metas que vão para lá deste ano.

Os principais objetivos anunciados pela Câmara Municipal de Lisboa são:

Energia e emissões

– Redução de 60% nas emissões de dióxido de carbono até 2030.

– Atingir a neutralidade carbónica até 2050.

– Poupança energética: 60% de redução do consumo energético (30% nos edifícios municipais; 20% no consumo geral residencial e de serviços; 10% na indústria).

– Iluminação pública: 67% de redução do consumo energético.

– Energia solar: atingir os 103 megawatts de produção de energia solar fotovoltaica oriunda de painéis solares instalados em toda a cidade.

– Erradicação da “pobreza energética” até 2050.

– Conclusão de uma central fotovoltaica para abastecimento de frota elétrica da Carris.

Resíduos urbanos

– Redução em 50% dos resíduos indiferenciados enviados para valorização energética até 2030 (reciclagem).

– Implementar em toda a cidade até 2030 a recolha seletiva porta a porta de biorresíduos.

– Atingir 50% de recolha seletiva de resíduos do total de resíduos produzidos até 2030 (atualmente a taxa de recolha seletiva é de 28%).

– Atingir 60% na taxa de reciclagem e preparação para reutilização até 2030 (atualmente o valor é de 34,4%).

– Redução da produção de resíduos per capita em 15% até 2030.

Transportes e Mobilidade

– 410 novos autocarros de elevado desempenho ambiental até 2023.

– Duplicação da frota de elétricos rápidos.

– Mais 40% de oferta de transporte público rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa.

– Expansão da rede do Metropolitano e renovação da frota da Transtejo.

– Infraestrutura ciclável que ligue toda a cidade.

Espaços Verdes e Biodiversidade

– Mais 100 hectares de zonas verdes até 2021 (atualmente existem 250 hectares).

– 25% da cidade com espaços verdes até 2022.

– Ter, até 2021, 90% da população do município a viver a menos de 300 metros de um espaço verde com pelo menos 2.000 metros quadrados.

– Criação de sombras para combater as ondas de calor: plantação anual de 25 mil árvores e arbustos.

– Resiliência à escassez de água: 75% de aumento da área de prados de sequeiro biodiversos.

Água

– Instalação de uma rede de distribuição de água para reutilização que irá entrar em funcionamento na sua totalidade em 2025.

– Poupar 25% de água através de um programa de eficiência hídrica nas vertentes de racionalização do consumo e reutilização.

– Investir na drenagem da cidade, nomeadamente com várias bacias de retenção naturais para minimizar os efeitos das cheias.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ponto por ponto, o que vai mudar em Lisboa em ano de Capital Verde Europeia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião