Gestor privado de Isabel dos Santos no EuroBic foi encontrado morto

  • ECO e Lusa
  • 23 Janeiro 2020

O gestor privado de Isabel dos Santos no EuroBic foi encontrado morto esta quarta-feira à noite.

O gestor privado de Isabel dos Santos e diretor do Private Banking do EuroBic foi encontrado morto esta quarta-feira à noite e tudo aponta para que tenha sido um suicídio, segundo as suspeitas da PSP. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã (acesso livre) e confirmada pelo ECO.

Nuno Ribeiro da Cunha foi encontrado dentro da garagem do edifício da sua residência, no Restelo, em Lisboa. O gestor foi constituído arguido esta quarta-feira, juntamente com a empresária angolana, no caso da alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem desta pela petrolífera estatal Sonangol.

O gestor já tinha sido internado a 7 de janeiro, depois de ter sido encontrado com ferimentos graves na casa de férias da família, em Vila Nova de Milfontes. Nuno Ribeiro da Silva terá dito à Polícia Judiciária (PJ) que tinha sido uma tentativa de suicídio, mas a PJ estará a investigar outras hipóteses. Segundo o Observador, a PJ pondera os cenários de uma tentativa de suicídio, de uma simulação de tentativa de suicídio ou mesmo uma tentativa de homicídio.

Nuno Ribeiro da Cunha terá dito que a tentativa de suicídio estava ligada a um episódio de esgotamento e depressão, não estando relacionada com questões profissionais. O incidente ocorreu alguns dias antes de ser revelada a investigação do consórcio de jornalismo de investigação (ICIJ), Luanda Leaks. Mas a antiga eurodeputada Ana Gomes salientou, no Twitter, que isto aconteceu “depois de Isabel dos Santos e o seu pai serem confrontados com questões do ICIJ sobre o Luanda Leaks”.

Tudo aponta para que “não haja intervenção de terceiros”

O diretor nacional da PJ, Luís Neves, disse, esta quinta-feira, que os elementos recolhidos pela Judiciária sobre a morte do diretor do private banking do EuroBic, arguido no caso Luanda Leaks, “apontam para que não haja intervenção de terceiros”.

Questionado pelos jornalistas se a PJ tinha alguma outra linha de investigação, que não a de suicídio, Luís Neves respondeu que os dados de que a PJ dispõe, não só relativos à noite passada – quando o gestor do EuroBic foi encontrado morto -, como também de outra ocorrência anterior, apontam para que “não haja intervenção de terceiros” nesta morte.

(Notícia atualizada às 13h45 com declarações do diretor nacional da PJ)

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