Coronavírus. 26 mortos confirmados, 878 infetados

  • ECO e Lusa
  • 24 Janeiro 2020

O coronavírus já matou 26 pessoas e infetou 878. Uma das vítimas morreu a mais de 1.800 quilómetros de Wuhan, na província de Heilongjiang.

O novo tipo de coronavírus detetado no mês passado na cidade de Wuhan já foi registado em 29 das 31 províncias da China, segundo autoridades de saúde citadas esta sexta-feira pela agência de notícias oficial Xinhua.

A Comissão Nacional de Saúde elevou esta sexta-feira para 25 o número de mortos e para 830 o número de pacientes infetados. Além dos casos confirmados, há mais de mil casos suspeitos relatados em 20 províncias do país, indicou.

Entretanto, o jornal South China Morning Post, que cita o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, dá conta da existência de 26 mortos e 878 casos de infeção.

Para conter a propagação do vírus, as autoridades chinesas alargaram a quarentena e encerraram os transportes de 13 cidades e condados na província de Hubei, que tem Wuhan como capital, afetando mais de 40 milhões de pessoas. Autoridades de saúde alertaram já a população que deve evitar reuniões familiares e eventos públicos durante o período de Ano Novo Lunar, que começa no sábado.

Segundo disseram hoje autoridades locais, à agência de notícias France-Presse (AFP), uma das mortes terá ocorrido longe do epicentro do vírus, em Heilongjiang, perto da fronteira com a Rússia. É já a segunda vítima mortal fora do epicentro do surto, que teve origem na cidade de Wuhan.

A vítima em causa morreu numa província do nordeste da China, em Heilongjiang, conforme revelaram as autoridades locais à AFP, sem fornecerem mais informação. A província fica a mais de 1.800 quilómetros de Wuhan.

Além da China, foram já detetados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. Num esforço sem precedentes para tentar travar a propagação, cancelaram também as comemorações do Ano Novo chinês em várias localidades, incluindo a capital, Pequim.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus e colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, três cidades onde vivem mais de 18 milhões de pessoas — Wuhan, a as vizinhas Huanggang e Ezhou.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde anunciou a ativação dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para ‘moderado’ o risco de contágio na União Europeia, continuando a monitorizar a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) optou por não declarar emergência de saúde pública internacional, receando que seja demasiado cedo.

Os primeiros casos do vírus “2019 – nCoV” apareceram em meados de dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

(Notícia atualizada às 12h01)

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