Surto do coronavírus pressiona Wall Street. Bolsas cedem 1%

Autoridades dos EUA confirmaram segundo caso de infeção com o novo tipo de coronavírus, que também já chegou à Europa. Propagação da doença deixou Wall Street no vermelho.

Wall Street encerrou a última sessão da semana no vermelho, pressionada pelos últimos desenvolvimentos do surto do novo coronavírus, que ofuscou os resultados empresariais positivos.

Os três principais índices americanos agravaram as perdas depois de as autoridades de saúde do país terem confirmado o segundo caso de infeção com o vírus em território americano, desta vez em Chicago. O novo tipo do vírus, que causa pneumonias, também chegou esta sexta-feira à Europa, com dois casos confirmados em França. Na China, o surto já fez 26 vítimas mortais e afeta mais de 800 pessoas.

Neste cenário, o S&P 500 fechou em baixa de 0,90% para 3.295,45 pontos, ao mesmo tempo que o tecnológico Nasdaq e o industrial Dow Jones perderam 0,93% e 0,58%, respetivamente.

A propagação do novo coronavírus acabou por deixar para segundo plano os bons resultados de empresas como a Intel. As ações da fabricante de chips dispararam mais de 8% para 68,47 dólares depois de apresentar perspetivas para 2020 acima do esperado pelo mercado.

A temporada de resultados em Wall Street está em curso, com cerca de 74% das companhias do S&P 500 já com contas anuais publicadas. Segundo os dados da Refinitiv, apenas 9% destas apresentaram um crescimento das receitas acima das expectativas dos analistas.

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