Aumentos de preço relacionados com alterações climáticas devem ser passados aos clientes, defende CEO da Swiss RE

  • ECO Seguros
  • 26 Janeiro 2020

A Swiss RE assume que a indústria se vai adaptando aos efeitos das mudanças climáticas, mas o CEO Christian Mumenthaler diz que aumentos de preços devem ser transferidos para os clientes.

A posição da resseguradora foi revelada por Christian Mumenthaler, CEO da companhia, em declarações à cadeia CNBC, durante a cimeira anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça (WEF 2020 na sigla anglo-saxónica).

O cenário global de incêndios florestais, secas e fenómenos extremos que provocam inundações sem precedentes em várias regiões do mundo foi um tema incontornável do encontro anual que reúne estadistas e líderes de empresas na estância turística suíça.

Sem surpresa, o clima foi assunto central do WEF 2020. À luz do amplo conhecimento e experiência em riscos da indústria, executivos do universo de seguros e resseguros desempenharam um papel importante nas discussões sobre o tema durante a conferência.

Para as resseguradoras, considerar os riscos climáticos nos preços tem sido um debate em andamento, e Mumenthaler explicou que, embora as pessoas fossem céticas em relação às alterações climáticas durante muito tempo, “essas mudanças são agora evidentes”.

“Na frente científica, há menos certeza em relação aos furacões, mas existe um consenso entre a comunidade científica de que vemos mais secas, temos mais granizo e mais inundações, etc”.

“Portanto, estamos no processo de repassar [o agravamento dos custos], os contratos de seguro são renovados ​​a cada ano e, portanto, os preços são adaptados de um ano para outro”, disse Mumenthaler. Neste sentido, uma parte importante do processo reside na capacidade do mercado reapreciar as condições dessas renovações, adiantou.

“Em geral, notamos um aumento nas perdas, principalmente com incêndios, secas e inundações. Por isso, temos de adaptar preços e conversar sobre isso”, afirmou Mumenthaler.

A nossa função é eliminar a volatilidade, “mas as mudanças climáticas são uma tendência”, e as coisas estão piorar e “uma tendência, é algo que tem de ser suportado pela sociedade“. “Há muito tempo que alertamos sobre a tendência”, lembrou ainda o responsável da resseguradora suíça.

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