Classe A ganhou uma limousine, mas é compacta

Modelo de entrada da gama da marca da estrela tem um novo elemento. Classe A de três volumes traz mais espaço, mas não compromete os desempenhos. Nem o estilo.

O Classe A vai somando variantes, procurando dar resposta às necessidades de todos os condutores. Ao hatchback, ao CLA Coupé e ao CLA Shooting Break, que já existiam na anterior geração, a Mercedes decidiu adicionar uma… “limousine”. Tem todo o estilo que a gama de entrada da marca da Estrela desfila nas estradas, mas oferece mais espaço para a família.

Quando se ouve “limousine” pensa-se logo num modelo extra-longo com bancos corridos, luzes néon e garrafas de champanhe, cheio de gente vestida para a festa. Mas neste caso, não é nada disso. Esta foi apenas a designação charmosa escolhida pela marca de Estugarda para dar nome ao compacto de três volumes que se estreia com esta geração do A.

Até pode enganar os mais incautos quando visto de lado. Dá ares de C, mas com um olhar mais atento percebe-se que é curto demais para ser o familiar da marca da estrela. A traseira está lá, embora mais pequena. E a linha que liga o habitáculo com a mala fá-lo com elegância ao contrário do que muitas vezes acontece na indústria quando se tenta apresentar um produto semelhante. Mesmo os farolins encaixam na perfeição, conferindo um ar robusto quando visto de trás.

Mais espaço? Tem muito

A grande vantagem deste três volume percebe-se quando se abre a mala deste quatro portas. Não se está à espera de ver tanto espaço num automóvel que não deixa de ser compacto. Quase que temos de nos baixar para espreitar lá para o fundo, até se conseguir ver as costas do banco traseiro… Sem exagero. E grande o suficiente para carregar 420 litros.

Claro que sendo um três volumes, mesmo tempo espaço de carga perde-se a possibilidade de transportar artigos mais volumosos na bagageira. Mas mais do que espaço para levar a bicicleta lá atrás, a Mercedes privilegiou a capacidade de levar toda a família, tanto pequenos como graúdos, no banco de trás com o conforto que caracteriza a marca. Bater com a cabeça no tejadilho? Não dá.

Família dinâmica, aerodinâmica

Quem vai sentado à frente também beneficia deste A “esticado”, continuando a ser presenteado com o look desportivo que caracteriza este modelo. E com a tecnologia que é apresentada através do sistema MBUX composto por dois ecrãs de grandes dimensões que começam a meio do tablier e terminam por trás do volante (com todos os manómetros totalmente digitais).

As mãos no volante tanto pode “domar” o 1.3 a gasolina de 163 cv como o diesel. O 1.5 de 116 cv, do A180d, tem genica suficiente para suportar o peso extra da traseira, contando com a caixa automática de sete velocidades 7G-DCT para ajudar a imprimir velocidade. E para um desempenho convincente, conta-se ainda com uma aerodinâmica de excelente. Este A Limousine tem o mais reduzido coeficiente aerodinâmico de todos os veículos de produção.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Classe A ganhou uma limousine, mas é compacta

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião